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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 108

“Algumas formas de amor não sabem pedir perdão. Elas apenas cuidam.”

Elena Rossi

Há desejos que não começam no corpo. Começam no silêncio. Naquilo que não é dito, mas observado. No modo como alguém permanece quando poderia simplesmente ir embora.

Eu quase não participei da conversa.

Estava ali, sentada à mesa de jantar, mas com os sentidos todos deslocados, como se meu corpo estivesse em outro plano, reagindo a estímulos que não tinham som, nem palavra.

Sophia estava ao meu lado, animada para alguém que havia passado o dia inteiro descobrindo um mundo novo. Gesticulava, ria alto, misturava histórias, enquanto Beatrice a escutava com atenção, sorrindo como quem saboreia algo raro.

— E depois a gente correu, tia Bia, correu MUITO — Sophia dizia, com os olhos brilhando. — E a Lena quase caiu, mas eu segurei ela!

— Que heroína. — Beatrice respondeu, tocando de leve a mão dela.

Eu sorri, mas meu foco estava em outro lugar.

Damian…

Ele não falava muito. Apenas observava. Eu conseguia sentir os seus olhos sobre mim, mesmo sem olhar para ele.

Quando levantei os olhos, encontrei os dele já fixos em mim.

Era como um chamado silencioso que fazia meu corpo reagir de forma quase indecente a tudo isso, como uma simples troca de olhares podia mexer tanto comigo dessa maneira?

Eu queria me perder naqueles olhos azuis. Queria que ele me tomasse em seus braços e me beijasse com intensidade. Queria sentia o toque de seus lábios sobre meu corpo, me entregando aquelas sensações que só ele provocava.

Meu estômago se contraiu de um jeito lento, profundo. O desejo tomou conta de cada célula do meu corpo. Precisava me controlar.

Desviei o olhar.

Respirei fundo, e tentei me concentrar no som dos talheres, no cheiro da comida, na presença da minha irmã. Mas bastou um segundo de distração para sentir de novo a intensidade daquele olhar.

Quando desviei os olhos novamente para ele, Damian permanecia me encarando como se me segurasse sem me tocar.

Meu corpo respondeu antes da razão. Um calor surgiu no baixo no ventre, e senti minha intimidade umedecer.

Deus como eu o queria. Mas permaneci sentada tentando controlar o misto de sensações que aquele olhar provocava.

Sophia começou a diminuir o ritmo. Primeiro, tropeçou nas próprias palavras. Depois, passou a rir sozinha de frases que não terminavam.

— E aí… aí… — ela franziu a testa, pensativa. — Eu… eu…

Beatrice inclinou a cabeça, observando-a com carinho.

— Acho que tem uma mocinha aqui que finalmente se rendeu. — disse, divertida.

Sophia piscou devagar. Uma vez, duas. Seus olhinhos verdes quase se fecharam por completo e senti o meu peito aquecer com essa cena.

— Acho que já deu por hoje, Sophi. — falei com um sorriso. — Vamos dar boa-noite.

Ela abriu a boca para protestar.

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