Entrar Via

Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 114

“Algumas promessas não são ditas. Elas são preparadas.”

Elena Rossi

Algumas manhãs não anunciam mudanças.

Elas apenas começam a reorganizar a casa por dentro, risadas nos corredores, mesas mais cheias e a sensação silenciosa de que a noite ainda guarda promessas.

Descemos as escadas juntas. Ou melhor… Sophia desceu correndo, como se a casa inteira fosse um playground recém-descoberto, e eu fui logo atrás, tentando acompanhá-la sem perder o fôlego, nem o sorriso.

Ela estava linda.

Vestia uma jardineira jeans clara, com a barra dobrada de qualquer jeito, uma camisa de arco-íris vibrante por baixo e um diadema cor-de-rosa segurando os poucos fios ruivos que começavam a crescer de sua cabeça. Nos pés, os tênis que ela amava, aqueles que piscavam luzes coloridas a cada passo.

E piscavam muito.

— Lena, olha! — ela gritou do meio da escada, pulando de propósito só para ver as luzes acenderem. — Eu sou tipo um vagalume humano!

— Um vagalume muito barulhento. — respondi, rindo.

Eu vinha logo atrás, mais devagar.

Vestia um vestido vermelho, simples, ombro a ombro, justo na cintura e solto nos quadris. Não tinha nada de extraordinário e talvez fosse exatamente por isso que me deixava bonita. Os cabelos ruivos estavam soltos, caindo livres pelas costas, ainda com aquele cheiro leve de sabonete da manhã.

Quando chegamos à sala de jantar, Sophia parou abruptamente. Os olhos dela se arregalaram como se tivesse acabado de entrar num conto de fadas.

A mesa estava posta com tudo o que uma criança poderia amar: panquecas pequenas empilhadas, frutas cortadas em formatos divertidos, suco, chocolate quente, pães macios, geleias coloridas, waffles, cereais… um banquete inteiro pensado para olhos curiosos e estômagos felizes.

Maria estava ao lado da mesa, acompanhada de duas empregadas, todas com sorrisos orgulhosos no rosto.

— AAAAAH! — Sophia gritou, levando as mãos ao rosto. — Fada Maria! Foi você que fez tudo isso?!

Maria riu, balançando a cabeça.

— Eu ajudei a organizar, mas quem fez a mágica foram essas duas aqui. — disse, puxando delicadamente as outras para frente. — Mercedes e Marta.

Sophia virou-se para elas com uma solenidade absoluta.

— Vocês são… — pausa dramática — as duas fadas mais lindas do mundo todo.

Mercedes levou a mão ao peito, emocionada e Marta riu, limpando as mãos no avental.

— Agora vamos, princesa Sophia. — Maria disse, animada. — Antes que esse banquete desapareça sozinho.

— Desaparecer nada. — Sophia respondeu, já se aproximando da cadeira. — Eu vou DEVORAR.

— Isso é pra você.

Abri com cuidado. Dentro, dobrado com perfeição, havia um quimono preto de tecido leve, bordado com flores vermelhas e verdes. Sofisticado, delicado, absurdamente lindo, como se tivesse sido escolhido para uma noite que exigia presença.

Sophia arregalou os olhos.

— UAU! — ela decretou. — Você vai ficar ainda mais linda, Lena.

Segurei o tecido entre os dedos, sentindo o peso suave do presente, e sorri.

Beatrice se aproximou e sussurrou, só para mim:

— Vista hoje à noite.

Meu coração deu um salto.

Enquanto Sophia ria à mesa e Beatrice me observava como quem sabe mais do que diz, entendi que aquela manhã não era apenas sobre café, risadas ou presentes.

Era sobre o que estava sendo preparado em silêncio.

E, pela primeira vez, eu tive certeza de que a noite não me pediria cautela, me pediria escolha.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário