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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 115

“Às vezes, o amor não interrompe a vida. Ele apenas aprende a caminhar dentro dela.”

Elena Rossi

Alguns passeios não servem para distrair. Servem para lembrar que a vida continua, mesmo quando o coração está esperando alguma coisa.

O museu de história antiga era maior do que eu lembrava. Ou talvez fosse apenas Sophia quem tornava tudo mais grandioso.

Ela caminhava entre as salas como se estivesse atravessando eras inteiras com os próprios pés, os olhos verdes atentos a cada vitrine, cada fóssil, cada réplica gigantesca que surgia à frente. Parava de repente, voltava dois passos, apontava com empolgação genuína.

— LENA! — ela gritou, correndo até uma ossada enorme. — ISSO JÁ FOI UM BICHO DE VERDADE!

— Foi sim. — respondi, rindo. — E muito antes de qualquer princesa existir.

— Ainda bem. — ela disse, séria. — Porque eu não ia gostar de dividir o mundo com isso.

Beatrice caminhava ao nosso lado com um sorriso tranquilo, daquele que só aparece quando alguém está exatamente onde deveria estar. Não era apenas companhia, era casa em movimento. Curadora de museu por vocação e paixão, ela se iluminava ali dentro, falando de cada peça com uma empolgação contagiante, explicando eras, histórias e curiosidades como quem conta segredos preciosos.

Ela se abaixava para ler as placas com Sophia, apontava detalhes que passariam despercebidos, gesticulava com as mãos ao descrever batalhas antigas e descobertas improváveis. E, em outros momentos, simplesmente se afastava um passo, permitindo que minha irmã descobrisse sozinha, porque ela sabia que o encanto verdadeiro nasce quando a curiosidade é respeitada.

Mais do que as peças expostas, ela parecia amar o brilho nos olhinhos de Sophia, aquele tipo de alegria que não pede nada em troca, apenas espaço para existir.

Eu observava as duas e sentia algo quente crescer dentro do peito.

Era alegria, mas também era ansiedade.

A lembrança do bilhete de Damian ainda estava viva, dobrada com cuidado na minha bolsa. A promessa silenciosa pulsava a cada passo, mesmo enquanto eu sorria diante das vitrines.

— Tia Bia! — Sophia anunciou, apontando para um mural enorme. — Eu acho que eu vivi nessa época.

— Claro que viveu. — Beatrice entrou na brincadeira. — Você provavelmente mandava em todo mundo.

— ÓBVIO. — Sophia respondeu, satisfeita.

Saímos do museu algumas horas depois, com Sophia falando sem parar sobre dinossauros, reis antigos e “coisas velhas muito legais”. O sol estava alto, e o vento leve parecia carregar aquela sensação rara de normalidade.

Foi então que Beatrice falou, casualmente:

— Que tal a gente passar na empresa do Damian?

Meu coração tropeçou dentro do peito.

— Na… empresa? — repeti, tentando soar neutra.

— Uhum. — ela disse, como se estivesse sugerindo um café. — Estou indo resolver umas coisas com o Alessandro.

Antes que eu pudesse responder, Sophia girou para mim, animada.

— VAMOS SIM! — decretou. — Vai ser demais!

— Sophia… — comecei.

— Por favor, Lena. — ela fez o olhar dramático que aprendera rápido demais. — Eu quero ver onde o tio Damian trabalha.

Suspirei, rendida.

— Tá bom. — concordei. — Vamos.

O prédio da Cavallari Corporation, surgiu diante de nós poucos minutos depois.

Alto, luxuoso, imponente.

Vidro, aço e linhas precisas que refletiam o céu como se fizessem parte dele. O nome Cavallari estampado na fachada parecia menos um letreiro e mais uma assinatura de poder.

Prendi o ar por um momento.

Assim que entramos no saguão, Beatrice foi imediatamente reconhecida. Cumprimentos respeitosos, sorrisos abertos, funcionários que se endireitaram quase por instinto. E Sophia, naturalmente, resolveu falar com todo mundo.

— Oi! — dizia, acenando. — Bom dia! — repetia, sorridente.

Eu caminhava logo atrás, um pouco mais acanhada, mas sorrindo de volta, sentindo-me deslocada e curiosa ao mesmo tempo.

Capítulo 115 - O Lugar Onde Ele Esperava 1

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