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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 119

“Nem todo desejo quer pressa. Alguns querem certeza.”

Elena Rossi

A noite prometia tudo e, ainda assim, Damian parecia decidido a não me dar o que eu mais queria.

O carro deslizou pela estrada com suavidade, como se o mundo tivesse decidido colaborar com aquele momento. As luzes da cidade ficavam para trás, dissolvendo-se em tons quentes e distantes, enquanto permanecíamos em silêncio.

Damian dirigia com uma calma quase provocadora. Uma mão firme no volante, a outra repousando próxima da minha perna, sem tocar. O gesto era contido, calculado. Como tudo nele.

— Essa noite vai ser especial — disse, sem tirar os olhos da estrada.

A frase foi simples. Mas a forma como foi dita… não.

Meu coração acelerou imediatamente.

Especial…

A palavra se instalou dentro de mim com uma força que eu não consegui controlar. Olhei para ele de lado, tentando encontrar alguma pista no rosto impecável, no perfil sério iluminado pelos postes que passavam. Damian parecia tranquilo para alguém prestes a dizer algo importante.

Talvez fosse impressão minha, ou fosse o desejo criando expectativa onde não havia promessa. Ainda assim, pensei e não consegui evitar: e se ele fosse me pedir em namoro?

A ideia me atingiu com uma doçura inesperada. Não como uma fantasia adolescente, mas como algo maduro, possível. Damian não era um homem de gestos impensados. Se aquela noite era especial, havia motivo.

— Especial como? — perguntei, tentando controlar o nervosismo na minha voz.

Ele sorriu e disse:

— Você vai descobrir.

Era a resposta perfeita para me deixar ainda mais ansiosa.

O restaurante surgiu à nossa frente como uma cena retirada de um filme. Um espaço ao ar livre, rodeado por árvores antigas e pequenas luzes penduradas entre os galhos, criando um brilho quente e íntimo. O som suave da água de uma fonte próxima misturava-se à música baixa, quase imperceptível, que parecia existir apenas para preencher os intervalos do silêncio.

Fiquei deslumbrada no instante em que desci do carro.

O ar era fresco, perfumado por flores e ervas. As mesas estavam distribuídas com distância suficiente para garantir privacidade, cada uma iluminada por velas discretas que tremulavam suavemente com a brisa. Nada ali gritava luxo, tudo sussurrava cuidado.

— É lindo… — murmurei, sem conter o sorriso.

Damian me observava com atenção.

— Eu sabia que você gostaria.

Nossa mesa ficava um pouco afastada das demais, próxima a um jardim baixo, cercada por luzes pequenas que pareciam estrelas improvisadas. A toalha clara contrastava com a madeira escura da mesa, e as cadeiras eram confortáveis, pensadas para longas conversas ou longos silêncios.

Ele puxou a cadeira para mim, e quando me sentei, senti seu toque breve em minhas costas. Nada ousado, nem explícito. Mas suficiente para fazer minha pele reagir.

O jantar começou com conversas leves.

Comentamos sobre o dia, na verdade, eu falei o tempo inteiro enquanto ele apenas me observava. Damian tocava minha mão sobre a mesa com naturalidade. Às vezes seus dedos se entrelaçavam aos meus, outras, apenas repousavam, como se aquele contato fosse tão necessário quanto respirar. Em um momento, seu polegar começou a desenhar movimentos lentos na minha pele, como uma carícia contida.

Eu sentia tudo.

Quando o vinho chegou, ele mesmo serviu minha taça. Nossos dedos se tocaram de leve, e por um segundo,nenhum de nós se afastou. O olhar dele permaneceu fixo no meu rosto, e eu esperei pelo beijo, que não veio. E isso começou a doer de um jeito estranho.

Capítulo 119 - Onde o Beijo Aprende a Esperar 1

Capítulo 119 - Onde o Beijo Aprende a Esperar 2

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