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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 137

“Há noites em que o amor não chega gritando. Ele chega rindo.”

Damian Cavallari

Carregar Elena nos braços era perigoso.

Era perigoso porque, a cada passo, meu corpo aprendia a memória daquela sensação. O encaixe, o calor, o direito.

E, principalmente, a facilidade assustadora com que eu poderia me acostumar a tê-la ali.

Sem dar tempo para ela responder, saí da banheira com ela nos braços, erguendo seu corpo leve e molhado com facilidade, deixando a água escorrer pelos nossos corpos nus enquanto eu a carregava para o quarto.

Caminhei até a cama, ignorando o rastro de gotas no chão, e a deitei com cuidado sobre os lençóis macios, me juntando a ela em seguida.

— Damian… — ela começou, mas a frase se perdeu quando dei o primeiro passo.

— Segura — murmurei, mais por hábito do que por necessidade.

E então corri até o quarto como um adolescente inconsequente, ignorando completamente a lógica.

Como um homem que tinha acabado de descobrir que a felicidade podia ter braços, riso e cheiro.

O chão frio, a casa, o mundo não existia. Só o som da gargalhada dela, solta, aberta, viva, vibrando contra o meu peito.

Por um segundo, Elena apertou os braços ao redor do meu pescoço, e o gesto simples fez algo apertar dentro de mim.

— Você vai me derrubar! — disse entre risos, dividida entre o susto e a diversão.

— Nunca — respondi, sem diminuir o passo.

Entrei no quarto e a coloquei sobre a cama com cuidado suficiente para contradizer completamente a pressa anterior. O colchão afundou sob o peso dela, os lençóis se amassaram, e Elena ficou ali, com os cabelos ainda úmidos espalhados pelo travesseiro, o rosto corado, e os olhos brilhando.

— Você é maluco. — acusou, mas não havia reprovação nenhuma ali.

Inclinei-me sobre ela, devagar agora. O mundo tinha desacelerado de propósito.

Levei a mão ao rosto dela, o polegar deslizando com cuidado pela curva da sua bochecha enquanto ela fechava os olhos apreciando o meu carinho.

— Não acha melhor se mudar de uma vez para o meu quarto? — perguntei, como quem sugere algo prático.

Ela abriu os olhos e um sorriso lindo surgiu em seus lábios.

— Isso é um convite, senhor Cavallari?

O uso deliberado do meu sobrenome era uma provocação clara. Levantei uma sobrancelha, divertido me inclinando sobre ela ainda mais, até que nossos rostos ficassem próximos o suficiente para que ela sentisse minha respiração.

— Uma intimação — corrigi, com a voz baixa demais para ser levada como brincadeira.

Elena prendeu a respiração e o brilho de seus olhos fizeram eu me apaixonar mais uma vez. Mas o som alto vindo do meu estômago conseguiu quebrar o clima entre nós dois.

Elena piscou.

Por um segundo ela tentou sustentar a seriedade, tentou manter o efeito da minha proximidade, da minha voz, da ameaça silenciosa que eu tinha acabado de fazer.

Mas falhou.

O riso escapou primeiro pelos olhos, depois pela boca.

— A intimação está com fome? — perguntou, divertida.

Soltei o ar pelo nariz, vencido, encostando a testa na dela.

Capítulo 137 -A Intimação 1

Capítulo 137 -A Intimação 2

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