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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 138

“Há homens que dominam o mundo inteiro. E há momentos em que tudo o que eles querem é dividir um sanduíche.”

Elena Rossi

Há homens que nasceram para salas de reunião. Para mesas longas, decisões irreversíveis, vozes que se calam quando eles entram.

E há homens que aparecem descalços na cozinha, usando um moletom baixo na cintura, o cabelo ainda úmido, o peito nu, e perguntam, com a maior seriedade do mundo:

— Onde você guarda as frigideiras?

Eu me apoiei no balcão por um segundo, apenas observando.

Se alguém me dissesse, meses atrás, que eu veria Damian Cavallari assim, procurando utensílios como um adolescente perdido na própria casa, eu teria rido.

Mas ali estava ele.

Real, sem paletó, sem o olhar que calculava riscos, sem a armadura.

Apenas um homem. Meu homem. E eu vestia a camisa dele.

A peça caía larga nos meus ombros, o tecido ainda carregava o perfume que sempre me desmontava. As mangas dobradas, as pernas nuas, os pés descalços no mármore frio. Eu deveria estar com vergonha. Mas ele me olhava como se eu fosse a única coisa certa do universo.

— Na segunda gaveta — respondi.

Ele abriu a terceira.

— Outra segunda — corrigi, rindo.

Damian estreitou os olhos, como se a gaveta tivesse cometido uma ofensa pessoal, e tentou de novo. Quando finalmente encontrou a frigideira, levantou-a como um troféu.

— Viu? Totalmente sob controle.

Soltei uma gargalhada.

Se o conselho de acionistas pudesse vê-lo agora, orgulhoso por localizar uma frigideira.

Aproximei-me do fogão, pegando os ovos enquanto ele já organizava o bacon com uma concentração quase comovente.

— Você sabe cozinhar? — perguntei.

— Sei liderar equipes altamente capacitadas.

— Você não respondeu a minha pergunta.

Ele inclinou a cabeça.

— Não. Mas sou excelente em supervisionar.

Revirei os olhos, quebrando o primeiro ovo na frigideira.

O cheiro começou a subir devagar, quente, confortável, íntimo. Damian se aproximou por trás, deixando o calor do corpo dele tocar minhas costas através do tecido fino.

A respiração dele roçou na minha orelha.

— Posso ajudar em alguma coisa?

Sorri.

— Pode não atrapalhar.

Ele fez um som ofendido.

Mas ficou perto de mim, apenas me observando. Como se não quisesse estar em nenhum outro lugar.

Preparei os hambúrgueres enquanto ele roubava pedaços de bacon antes de ficarem prontos. Dei um tapa leve na mão dele.

— Ei!

— Controle de qualidade — justificou, já mastigando.

— Está cru!

— Estou vivo.

Balancei a cabeça, mas o sorriso me venceu. Sempre vencia.

Montamos os sanduíches juntos. Pão, carne, ovo, queijo derretido, bacon. Era um lanche simples, gorduroso e aparentemente delicioso.

Entreguei um para ele. Damian não esperou nem dois segundos e deu uma mordida absurda que o molho escorreu pelos seus lábios se sujando todo. Ele fechou os olhos como se estivesse diante de uma experiência religiosa.

— Elena… — falou com a boca cheia, completamente sem dignidade. — Isso é uma delícia.

Levei a mão à boca, rindo.

O homem que assinava fusões milionárias estava ali, sujo de molho e feliz como um menino.

— Você está todo sujo — avisei.

— Vale a pena — respondeu, dando outra mordida.

Eu não percebi que estava encarando. Mas estava. Eu observava a facilidade do sorriso, a ausência de peso nos ombros, a maneira como ele comia sem postura, sem o medo constante de ser observado.

Ali não existia o CEO, ou o homem poderoso que geria um império. Diante de mim só existia o Damian, o homem que eu amava.

— O quê? — ele perguntou, percebendo meu olhar.

Balancei a cabeça devagar.

— Nada.

Capítulo 138 - O Homem que Ela Desarma 1

Capítulo 138 - O Homem que Ela Desarma 2

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