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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 139

“O amor se torna real quando deixa de ser só nosso.”

Descobri que estava apaixonada pelo homem que dormia ao meu lado antes mesmo de ter coragem de dizer isso em voz alta.

Acordei antes da luz.

Não acordei de repente. A consciência voltou devagar, como se meu corpo emergisse com cuidado de um lugar profundo e protegido. A primeira percepção foi o calor, firme, constante, envolvente.

O braço de Damian estava atravessado sobre a minha cintura. A mão aberta descansava na minha barriga como se ele tivesse adormecido tentando me manter ali. As pernas dele estavam entrelaçadas nas minhas, como se aquilo fosse comum entre nós. E o meu lugar fosse ali, nos seus braços.

Permaneci por alguns segundos, sentindo a respiração dele contra a minha, o braço firme me mantendo perto, como se acordar assim fosse parte da rotina.

Respirei fundo.

O cheiro dele estava em mim. Na pele, no travesseiro, no ar. Um cheiro masculino, único que fazia algo no meu peito se expandir de um jeito silencioso.

Virei o rosto devagar e Damian dormia profundamente. Levantei a mão com cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar a magia daquele momento.

Passei os dedos pelo contorno do rosto dele. Testa, sobrancelha, nariz, a linha firme da mandíbula. Gravei cada detalhe como quem teme esquecer. Como quem sabe que a felicidade às vezes é frágil para confiar apenas na memória.

Inclinei o rosto, aproximando os lábios do ouvido dele.

— Eu te amo — sussurrei.

As palavras saíram sem nenhum medo. Porque eu já não tinha dúvidas sobre o que sentia.

Eu o amava.

O amava como jamais havia amado alguém antes. Com toda intensidade da minha alma.

Mas sua respiração continuou profunda, tranquila. Ele não havia acordado e por um instante eu me senti aliviada.

— Obrigada… — murmurei em silêncio, não para ele. Mas para Deus.

Porque eu ainda não estava pronta para ouvir a resposta.

Amar o Damian era fácil. Principalmente depois que ele se permitiu ser visto, como quem é de verdade. Não o empresário frio, arrogante e autossuficiente, mas o homem gentil, romântico e bagunceiro. Aquele que come de boca aberta e se suja todo, ou o que rouba o lanche dos outros.

O homem que todos eu me apaixono um pouco mais a cada dia.

Fiquei ali mais alguns segundos, presa naquele abraço possessivo que, estranhamente, nunca me sufocava. Pelo contrário. Me ancorava. Era como se o corpo me fizesse sentir segura.

Com cuidado, comecei a me afastar.

Primeiro retirei a mão dele. Depois as pernas. Deslizei devagar para fora do círculo quente dos braços dele, prendendo a respiração cada vez que ele se mexia minimamente. Quando finalmente fiquei livre, fiquei parada ao lado da cama, observando.

Ele resmungou baixo, rolou de lado… e ocupou o espaço que eu tinha deixado.

Sorri achando graça.

Peguei a camiseta dele no chão e vesti por cima do corpo nu, sentindo o perfume dele subir de novo. A barra batia nas minhas coxas. Era ridículo o quanto aquilo me fazia feliz.

Saí do quarto em silêncio.

O corredor estava quieto, banhado por uma luz suave de amanhecer. Entrei no meu quarto e encostei a porta devagar. Só então soltei o ar que eu nem sabia que estava segurando.

Meu coração ainda batia rápido.

A lembrança da noite voltou inteira. A forma como ele tinha me olhado. O jeito como tinha dito, com aquela seriedade perigosa:

Fica comigo. Vem pro meu quarto. Para de fingir que existe um seu e um meu.

E depois, mais tarde, quase adormecendo:

Se muda de vez. Eu quero acordar com você todos os dias.

Meu peito aqueceu.

Aquilo era felicidade. Pura, grande demais. Grande a ponto de assustar.

Por um segundo, temi acordar e descobrir que nada daquilo era real.

Fechei os olhos repetindo a mim mesma que aquilo era sim real.

Caminhei pelo quarto direto para o banheiro. Entrei no box e deixei a água quente cair sobre mim, lavando o resto do sono, mas não a sensação dele. As mãos dele ainda pareciam marcadas na minha pele, no meu corpo, no meu coração.

Saí do banho me sentindo leve. Escolhi um vestido simples, sem nada elaborado. Queria viver o dia, não me arrumar para impressioná-lo. Enquanto penteava os cabelos diante do espelho, percebi que ainda sorria, mesmo sem notar quando aquilo tinha começado.

Capítulo 139 - O Amor Começa a Parecer Para Sempre 1

Capítulo 139 - O Amor Começa a Parecer Para Sempre 2

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