“Ele não me tomou nos braços. Ele me escolheu para morar neles.”
Elena Rossi
E se amar for aceitar o risco de se machucar, mas ainda assim escolher se entregar por inteiro?
O quarto nos envolveu como um segredo que respirava ao nosso redor. As luzes suaves das luminárias laterais espalhavam sombras pelas paredes, movendo-se devagar, quase no mesmo compasso acelerado do meu coração. Damian estava ali, a poucos centímetros de mim, perto o bastante para que eu sentisse o calor do corpo dele, a presença e a expectativa vibrando no ar.
Ele não disse nada no primeiro instante, não precisava.
Os olhos dele, profundos naquele azul, sempre pareciam esconder mais do que revelavam. Eles me devoravam com uma intensidade que me fazia esquecer como respirar.
— Damian… — saiu baixo, quase um pedido, quase um aviso, nem eu sabia.
Ele se aproximou devagar, como um predador que sabe que a presa já é sua, mas quer saborear cada segundo da caçada. Suas mãos subiram até os meus ombros, os dedos quentes traçaram linhas leves sobre o tecido do meu vestido vermelho.
O vermelho do vestido destacava ainda mais a minha pele clara, um contraste que eu sabia que o afetava profundamente. Agora, sob o toque dele, o tecido parecia ganhar vida, reagindo ao calor das mãos que me seguravam.
— Elena… — ele murmurou, rouco, baixo, como se meu nome fosse algo que pudesse incendiá-lo.
Meus olhos se fecharam por um segundo.
— Não fala assim… — pedi num sopro que não tinha força nenhuma.
Eu ergui o queixo, encontrando o olhar dele, e um arrepio percorreu pela minha espinha quando as mãos dele deslizaram devagar até as alças do vestido.
Ele puxou as alças devagar de propósito, deixando meus ombros à mostra e revelando a pele que se arrepiava em expectativa. O vestido cedeu um pouco, deslizando pelo meu corpo e aprofundando o decote.
Damian inclinou a cabeça. Os lábios dele encontraram a minha clavícula em um beijo leve, quase um sussurro, mas que enviou faíscas pelo meu peito, fazendo meu coração disparar.
— Damian…
Ele não parou.
As mãos dele continuaram descendo pelas laterais do meu corpo até encontrarem o zíper nas minhas costas. O som suave se abrindo cortou o silêncio do quarto, lento, íntimo, impossível de ignorar. Cada pequeno movimento parecia prolongado de propósito, como se ele quisesse que eu sentisse o instante inteiro.
— Você faz isso de propósito… — murmurei, com a voz falhando.
O vestido cedeu.

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