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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 147

“Ele não me tomou nos braços. Ele me escolheu para morar neles.”

Elena Rossi

E se amar for aceitar o risco de se machucar, mas ainda assim escolher se entregar por inteiro?

O quarto nos envolveu como um segredo que respirava ao nosso redor. As luzes suaves das luminárias laterais espalhavam sombras pelas paredes, movendo-se devagar, quase no mesmo compasso acelerado do meu coração. Damian estava ali, a poucos centímetros de mim, perto o bastante para que eu sentisse o calor do corpo dele, a presença e a expectativa vibrando no ar.

Ele não disse nada no primeiro instante, não precisava.

Os olhos dele, profundos naquele azul, sempre pareciam esconder mais do que revelavam. Eles me devoravam com uma intensidade que me fazia esquecer como respirar.

— Damian… — saiu baixo, quase um pedido, quase um aviso, nem eu sabia.

Ele se aproximou devagar, como um predador que sabe que a presa já é sua, mas quer saborear cada segundo da caçada. Suas mãos subiram até os meus ombros, os dedos quentes traçaram linhas leves sobre o tecido do meu vestido vermelho.

O vermelho do vestido destacava ainda mais a minha pele clara, um contraste que eu sabia que o afetava profundamente. Agora, sob o toque dele, o tecido parecia ganhar vida, reagindo ao calor das mãos que me seguravam.

— Elena… — ele murmurou, rouco, baixo, como se meu nome fosse algo que pudesse incendiá-lo.

Meus olhos se fecharam por um segundo.

— Não fala assim… — pedi num sopro que não tinha força nenhuma.

Eu ergui o queixo, encontrando o olhar dele, e um arrepio percorreu pela minha espinha quando as mãos dele deslizaram devagar até as alças do vestido.

Ele puxou as alças devagar de propósito, deixando meus ombros à mostra e revelando a pele que se arrepiava em expectativa. O vestido cedeu um pouco, deslizando pelo meu corpo e aprofundando o decote.

Damian inclinou a cabeça. Os lábios dele encontraram a minha clavícula em um beijo leve, quase um sussurro, mas que enviou faíscas pelo meu peito, fazendo meu coração disparar.

— Damian…

Ele não parou.

As mãos dele continuaram descendo pelas laterais do meu corpo até encontrarem o zíper nas minhas costas. O som suave se abrindo cortou o silêncio do quarto, lento, íntimo, impossível de ignorar. Cada pequeno movimento parecia prolongado de propósito, como se ele quisesse que eu sentisse o instante inteiro.

— Você faz isso de propósito… — murmurei, com a voz falhando.

O vestido cedeu.

A peça caiu, e seus lábios encontraram meus seios, beijando, lambendo, sugando com uma reverência que me deixou sem fôlego.

— A-amor…

Eu gemi baixinho, o som escapou sem permissão, e ele sorriu contra a minha pele, um sorriso sutil, irônico, como se soubesse exatamente o poder que tinha sobre mim.

Quando finalmente me deixou nua, ele me guiou para a cama com uma mão firme na base das minhas costas, deitando-me sobre os lençóis macios que cheiravam a ele, a nós. Eu me estiquei, vulnerável sob o olhar dele, mas fascinada pela forma como ele me via, não como uma conquista, mas como um milagre. Então, se afastou então, apenas o suficiente para se despir, e eu o encarei, hipnotizada, apaixonada de um jeito que doía no peito.

Ele tirou o paletó primeiro, com movimentos precisos, controlados, jogando-o na cadeira próxima. A camisa veio em seguida, botão por botão, revelando o peito largo, os músculos definidos que eu conhecia tão bem, mas que naquela noite pareciam esculpidos só para mim.

Em seguida, desabotoou a calça, deixando-a cair junto com a cueca, ficando completamente nu. Seu corpo grande e forte contrastava com a vulnerabilidade nos seus olhos. Eu o olhei fascinada, o desejo se misturava à admiração, e ao amor que transbordava.

Como um homem como ele poderia ser meu?

Damian se aproximou devagar, mantendo os olhos fixos nos meus, e se posicionou entre as minhas pernas. Ele se inclinou, apoiando o peso nos braços fortes, e capturou meus lábios em um beijo profundo, lento, que roubava o ar e devolvia vida. Sua língua dançava com a minha, explorando, reivindicando, enquanto eu sentia sua ereção pressionando contra mim, quente, pulsante, pronta.

—Olha pra mim, meu amor… hoje eu vou te amar por inteiro.

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