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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 159

“Eu sabia sobreviver à perda. O que precisei aprender foi a viver quando o amor resolveu permanecer.”

Elena Rossi

Há um tipo de felicidade que chega devagar, quase pedindo licença para existir, como se tivesse medo de assustar quem passou tempo demais aprendendo a sobreviver, e talvez tenha sido exatamente por isso que permaneci parada por longos segundos à porta do quarto da minha irmã, absorvendo a cena diante de mim com aquele receio infantil de que qualquer movimento brusco pudesse dissolver o milagre e me devolver ao lugar onde eu sempre precisei estar pronta para perder.

Sophia dormia atravessada na cama, os cabelos já crescidos porém ainda curtos, estavam espalhados pelo travesseiro numa desordem terna, o braço pequeno envolvia Mel contra o peito enquanto Melissa permanecia encaixada sob o queixo, como se mesmo adormecida ela ainda precisasse garantir que nada do que amava escaparia durante a noite.

Aos pés dela, Spok mantinha sua guarda silenciosa, o corpinho subindo e descendo em respirações tranquilas, fiel na convicção pura de um filhote que acredita que amar alguém é, acima de tudo, permanecer perto o suficiente para proteger.

A luz suave do corredor atravessava a fresta da porta e desenhava pequenas constelações sobre o chão. E, naquele instante, meu coração apertou com uma gratidão tão profunda que chegou a doer.

Porque nem sempre tinha sido assim.

Houve dias em que a claridade vinha branca e cruel demais, refletindo nos azulejos frios da UTI enquanto máquinas respiravam por nós, enquanto o tempo se media em números de monitores e não em promessas de amanhã. Houve noites em que eu aprendi o peso de ver minha irmã tão pequena dentro de uma cama grande, com fios atravessando a pele, o peito subindo e descendo sob vigilância, como se o mundo exigisse autorização até para que ela continuasse ali.

Eu me acostumei com o medo.

Com a ideia de que amar era preparar-se para perder. Com a possibilidade constante de que o dia seguinte viesse sempre cobrar alguma coisa.

Lutei contra isso com tudo o que tinha.

Com fé.

Com teimosia.

Com a coragem cansada de quem não tem alternativa além de continuar.

E agora… agora ela corria pelo jardim, ria alto, chamava pelo cachorro como se o futuro fosse uma coisa garantida e não um milagre repetido.

Saudável. Inteira. Minha.

Vê-la ali era tudo o que eu tinha pedido. Tudo o que eu tinha suportado. Tudo o que eu tinha prometido aguentar em troca.

E tudo isso só aconteceu por causa dele. Pelo homem que entrou na minha vida da maneira errada.

Damian não chegou trazendo calma. Não trouxe delicadeza nem promessas fáceis. Ele entrou determinado, duro, carregando nos ombros a força de quem sabia ferir antes de ser ferido. Se precisasse destruir para vencer, ele destruiria. Se fosse necessário me fazer sofrer para manter o controle, ele faria.

Era isso que ele parecia.

O rosto fechado.

A reputação perigosa.

O tipo de homem que qualquer pessoa sensata evitaria.

A postura de alguém moldado para atravessar guerras, não para construir lares.

Tudo nele dizia distância, alerta, cuidado.

E, ainda assim, foi ele.

Capítulo 159 – Quando o amor Descobre que Pode ficar 1

Capítulo 159 – Quando o amor Descobre que Pode ficar 2

Capítulo 159 – Quando o amor Descobre que Pode ficar 3

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