“Ele me puxou para a água. Eu mergulhei sabendo que não queria voltar.”
Elena Rossi
Há momentos em que o amor deixa de pedir permissão e simplesmente toma.
Damian abriu os olhos devagar, como quem retorna de um lugar distante, e por um segundo eu vi ali o homem inteiro, sem muralhas, sem cálculo, apenas a exaustão honesta de quem vinha tentando ser forte por tempo demais.
A água escorria pelos cílios dele, deslizava pela curva da boca, e quando ele me olhou havia um pedido silencioso que não precisava de tradução.
Antes que eu pudesse repetir a pergunta, a mão dele saiu da piscina com uma rapidez inesperada, envolvendo meu pulso num gesto que misturava urgência e brincadeira.
— Damian o que…
Eu tentei falar, mas um segundo depois, o mundo virou água.
O frio me abraçou de repente, arrancando de mim um gritinho assustado que se perdeu na noite, enquanto Damian me puxava para dentro da piscina com aquela precisão provocadora de quem sempre soube exatamente o que estava fazendo.
Quando emergi, ofegante, com os cabelos grudando no rosto, ele já estava rindo, rindo de verdade, sem reservas. A gargalhada dele atravessou a noite como libertação, e eu bati no peito molhado dele em protesto, fingindo indignação, embora a alegria estivesse escapando de mim em ondas incontroláveis.
— Você é impossível! — acusei, rindo junto.
— Eu precisava que você estivesse aqui comigo — ele respondeu, e o riso foi morrendo devagar, substituído por algo mais denso, mais lento e perigoso.
Nossos olhares se prenderam. O sorriso ainda dançava nos lábios dele, mas os olhos… os olhos dele estavam escuros, famintos, cheios de desejo puro. Ele me puxou pela cintura, colando meu corpo ao dele dentro da água.
— Você é linda, Elena — murmurou, com a voz rouca, baixa, só para mim. — Molhada, sorrindo, olhando pra mim desse jeito… eu perco a cabeça.
Antes que eu pudesse responder, ele me beijou ardentemente.
Não foi um beijo doce, foi faminto. Suas mãos grandes desceram pelas minhas costas, apertando minha bunda por baixo do robe molhado, e eu gemi contra a boca dele, sentindo sua ereção pressionar minha barriga através do short.
— Damian… — sussurrei, ofegante.
— Shhh… — ele sorriu contra meus lábios, me encarando com os olhos brilhando de desejo. — Eu quero você aqui. Agora.
Ele me carregou facilmente até a escada da piscina, deixando a água escorrer pelos nossos corpos me sentando no degrau mais alto, onde a água batia na minha cintura, e abriu o robe molhado com as duas mãos, expondo a camisola curta e colada ao meu corpo.
— Olha só pra você… — murmurou, admirado, com os olhos descendo devagar pelos meus seios marcados no tecido fino. — Tão linda… tão minha.
Com um movimento fluido, ele puxou a camisola pela cabeça e me deixou completamente nua. Seus olhos escureceram ainda mais. A mão dele desceu até a calcinha fina, e num único gesto , fez o tecido ceder e se rasgar.
Eu gemi alto.
Damian se encaixou no meio das minhas pernas enquanto seus lábios atacavam meu pescoço com beijos quentes e mordidas suaves. Eu envolvi as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais perto, e minhas mãos desceram desesperadas, baixando o short dele para baixo.
O orgasmo me atingiu como uma onda violenta. Eu joguei a cabeça para trás, gemendo o nome dele alto demais, enquanto meu corpo estava convulsionando ao redor dele. Damian enterrou o rosto no meu pescoço e gozou logo depois, com um gemido grave e longo, enquanto me apertava contra o peito como se quisesse me fundir com ele.
Ficamos ali, ofegantes, ainda unidos, e a água batendo suavemente em nossos corpos. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele podia sentir.
Quando a realidade voltou, eu percebi onde estávamos. Corei violentamente, escondendo o rosto no ombro dele, mortificada.
— Meu Deus… o que fizemos? — sussurrei, envergonhada.
Damian soltou uma risada baixa, rouca, cheia de satisfação masculina. Ele segurou meu queixo com carinho e me fez olhar para ele. Seus olhos estavam brilhando de diversão e desejo.
— Fizemos o que um casal faz quando se ama. — disse ele, sorrindo daquele jeito perigoso que me desmontava. — Tenho certeza de que se alguém ouviu, deve ter apreciado o show.
Eu fiquei ainda mais vermelha, batendo no peito dele com a mão aberta.
— Damian!
Ele riu mais alto e me beijou nos lábios, um beijo lento, profundo, cheio de amor. Quando se afastou, encostou a testa na minha e sussurrou bem perto do meu ouvido, com a voz baixa e rouca:
— Acho melhor irmos para o quarto… porque eu ainda não matei a saudade que estou de você.
A piscina tinha sido impulso. Já o quarto, seria permanência.

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