“Alguns homens amam com palavras. Outros amam com escolhas. Os raros… amam sem plano de fuga.”
Elena Rossi
Há declarações que aquecem o coração.
E há declarações que mudam o destino de duas pessoas para sempre.
Naquela noite, Damian não estava apenas declarando amor com palavras bonitas ou tentando me tranquilizar. Ele estava deixando claro que não havia retorno, que não existia plano alternativo, que ele havia escolhido ficar e que, ao me escolher, tinha fechado definitivamente qualquer caminho que o levasse para trás.
Damian segurou meu rosto entre as mãos com uma delicadeza que contrastava com a firmeza do olhar dele, como se quisesse garantir que eu realmente escutaria cada palavra.
— Elena… — a voz saiu baixa, mas absolutamente segura. — Eu te amo como jamais amei ninguém na minha vida.
Ele encostou a testa na minha, mantendo os olhos presos aos meus, sem desviar.
— Não é um amor confortável. Não é um amor fácil. É inteiro. É consciente. É escolhido. — o polegar dele acariciou minha bochecha ainda úmida. — Eu nunca senti isso antes. Nunca precisei de alguém do jeito que preciso de você.
A respiração dele falhou por um segundo, não de dúvida, mas de intensidade.
— Você não é comparação. Não é substituição. Não é um capítulo repetido. Você é a primeira vez que eu amo sem reservas. A primeira vez que eu não tenho medo de me entregar completamente.
Ele inclinou o rosto e beijou minha testa com devoção.
— Eu não sei amar pouco, Elena. E com você… eu amo no máximo. Sem medida. Sem metade. Sem saída de emergência.
Não havia pressa, porque não precisávamos provar nada a ninguém. Havia apenas a vontade de permanecer ali, conectados, deixando que o calor crescesse devagar, espalhando-se pela pele, pelo peito, pelo ventre, até que o prazer se tornasse inevitável, profundo e compartilhado.
Damian mantinha os olhos presos aos meus sempre que podia, como se quisesse ter certeza de que eu estava com ele não apenas fisicamente, mas emocionalmente, e cada vez que meu nome escapava dos lábios dele em um sussurro rouco, eu sentia algo dentro de mim se firmar, como se aquele amor estivesse sendo selado de novo.
Quando nossos movimentos encontraram o mesmo compasso e o ápice se aproximou como uma onda crescente e inevitável, eu o abracei com mais força, escondendo o rosto no pescoço dele enquanto a intensidade nos atravessava juntos, dissolvendo qualquer sombra que tivesse ousado existir horas antes.
E, depois que o mundo pareceu se reorganizar ao nosso redor, Damian não se afastou imediatamente, ele permaneceu sobre mim por alguns segundos, com a respiração ainda descompassada, antes de me envolver completamente nos braços, puxando-me contra o peito dele como se a melhor parte não tivesse sido o momento de entrega, mas o que vinha depois.
Deitada ali, com o corpo ainda aquecido e o coração finalmente tranquilo, eu percebi que não era apenas o desejo que nos unia com tanta força, mas a escolha constante de permanecer, de cuidar, de amar sem reservas, mesmo quando o medo tenta se infiltrar silenciosamente.
E foi naquele abraço demorado, com os lençóis bagunçados e a respiração se acalmando aos poucos, que entendi que o amor verdadeiro não se mede pela intensidade do instante, mas pela forma como duas pessoas continuam se segurando quando tudo já ficou em silêncio.

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