“Quando dois corações batem no mesmo ritmo, o mundo deixa de importar.
Algumas noites não começam com palavras, começam com a certeza de que o amor será provado em silêncio.
Damian se ajoelhou devagar, segurando as coxas dela com firmeza, enquanto os beijos continuaram sua jornada descendente. Ele roçou os lábios pela linha da calcinha, inalando o perfume dela, antes de deslizá-la para baixo com os dentes e os dedos, expondo-a completamente. Seus lábios encontraram a intimidade dela com uma reverência sensual, beijando-a suavemente no início, para em seguida, sua língua traçar contornos delicados que enviavam ondas de prazer por todo o corpo de Elena.
— A-amor…
Ela gemeu, levando as mãos instintivamente para seus cabelos, puxando-o para mais perto enquanto o prazer se acumulava.
— Damian… — sussurrou, com a voz entrecortada, e o corpo respondendo a cada movimento da boca dele com tremores incontroláveis.
Ele a guiou até a cama sem interromper os beijos, deitando-a com cuidado sobre os lençóis macios, deixando as pernas para fora da cama. Ajoelhado no chão, ele se dedicou a ela com mais intensidade, enquanto sua língua a explorava e seus lábios a chupavam com uma precisão que a levava ao limite.
— Da-Damian…
Os dedos dele mantinham as coxas dela abertas com firmeza, sentindo a tensão dos músculos sob a pele quente e sensível. Elena arqueou as costas de forma instintiva, o corpo reagindo ao estímulo com intensidade, enquanto os gemidos escapavam cada vez mais altos e menos contidos.
O prazer se acumulou até romper qualquer tentativa de controle, e o clímax a atingiu de maneira avassaladora, fazendo-a gozar enquanto ele a mantinha sob o toque e a boca atentos. O corpo dela tremeu em espasmos profundos de êxtase, e seus dedos se enroscaram nos cabelos dele, apertando com força, como se precisasse daquela âncora para se sustentar enquanto a onda de prazer a atravessava por completo.
Damian ergueu o rosto devagar, lambendo os lábios com um sorriso satisfeito, os olhos escuros estavam fixos nos dela enquanto ela recuperava o fôlego. Ele se afastou apenas o suficiente para se levantar, tirando a roupa com movimentos rápidos e decididos, revelando a excitação evidente.
Ele subiu na cama de joelhos, posicionando-se entre as pernas dela. Com uma mão, ele ergueu o quadril de Elena, puxando-o para cima com gentileza, alinhando-se a ela.
— Olhe para mim — sussurrou, com a voz rouca de desejo.
Devagar, ele a invadiu, sentindo o calor apertado dela o envolver, fazendo ambos gemerem ao mesmo tempo.
O ritmo começou lento, deliberado, permitindo que ela sentisse o calor pulsante dele dentro dela, o atrito suave que enviava faíscas de prazer pelo seu corpo, subindo pela espinha como uma corrente elétrica. Seus quadris se erguiam para encontrá-lo, instintivamente sincronizando com os movimentos dele, o ar do quarto era preenchido pelos sons baixos de suas respirações entrecortadas e gemidos contidos.
Ele se moveu devagar, saindo dela com uma gentileza, e desabou para o lado, puxando Elena para seus braços em um abraço protetor e carinhoso. Seus corpos se encaixaram perfeitamente, o peito dele contra as costas dela, os braços envolvendo-a como um casulo quente, enquanto os dedos traçavam padrões suaves na curva da cintura dela.
O quarto estava envolto em um silêncio sereno, quebrado apenas pelas respirações ainda ofegantes que aos poucos se acalmavam, sincronizando-se como um ritmo compartilhado. A luz da lua filtrava pelas cortinas, pintando sombras suaves sobre os lençóis amassados, e o ar carregava o perfume sutil de seus corpos entrelaçados, uma mistura de suor, desejo e intimidade.
Elena se aninhou contra ele, virando o rosto para encostar os lábios no ombro dele, sentindo o calor reconfortante da pele.
— Eu te amo — murmurou com a voz baixa e carregada de emoção, os olhos brilhando com uma vulnerabilidade doce no pós-orgasmo e o corpo relaxado e satisfeito.
Damian sorriu contra os cabelos dela, apertando o abraço um pouco mais, como se quisesse guardá-la para sempre ali. Ele inclinou a cabeça e beijou a testa dela com ternura, deixando os lábios demorarem na pele.
— Eu te amo mais — respondeu, com a voz rouca e profunda, cheia de uma devoção que ia além das palavras. — Você é tudo para mim, Elena. Cada pedaço de você.
E enquanto o sono os envolvia, o amor deles deixava de ser intensidade para se tornar destino.

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