“Os homens mais fortes do mundo não se rendem à força. Eles se rendem ao encanto.”
Existem mulheres que chamam atenção quando entram em uma sala.
Elena Rossi era diferente.
Ela encantava as pessoas quando simplesmente… existia.
Depois de terminarem as compras, as duas seguiram para almoçar em um restaurante sofisticado, onde o serviço silencioso e a luz dourada que atravessava as janelas criavam uma atmosfera elegante e tranquila, um tipo de ambiente que Beatrice sempre apreciou e que Elena começava, aos poucos, a aproveitar com mais naturalidade.
Sentadas uma de frente para a outra, entre pratos elegantes e taças cintilando à luz suave, Elena e Beatrice conversaram sobre temas leves: Sophia e sua noite de cinema com Aurora, os preparativos do evento, o vestido de Elena e as histórias dramáticas da escola que Sophia contava com entusiasmo.
Durante o almoço, o celular de Beatrice vibrou sobre a mesa. Ela pegou o aparelho distraidamente, mas bastou olhar a tela para um sorriso largo surgir em sua boca.
— Eu sabia.
Elena, que cortava um pedaço delicado do salmão, ergueu os olhos.
— O que foi?
Beatrice virou o celular levemente na direção dela, embora Elena mal precisasse ver para adivinhar.
— Alessandro.
O jeito como o nome saiu já vinha carregado de carinho.
— Ele esqueceu um documento em casa e pediu para eu levar para ele na empresa.
Elena sorriu, apoiando o garfo no prato.
— Vamos até lá?
— Até a empresa?
— Sim, você aproveita e dá uns beijinhos no seu namorado.
— Mas Bia, ele… tá trabalhando, eu não quero atrapalhar — completou Elena, abaixando um pouco o olhar para o prato, embora um leve rubor já tivesse começado a subir pelo seu rosto.
Beatrice apoiou o cotovelo na mesa e inclinou a cabeça, observando a amiga com um sorriso cheio de malícia divertida.
— Lena… — disse lentamente, como quem está prestes a dizer algo absolutamente impróprio. — Você realmente acha que meu irmão ficaria incomodado de ver você aparecer no escritório dele?
Elena abriu a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu.
Beatrice ergueu uma sobrancelha.
— Muito pelo contrário — continuou, apoiando o queixo na mão com uma expressão quase conspiratória. — Eu diria que ele ficaria bem… animado.
Elena sentiu o calor subir ainda mais pelo rosto.
— Beatrice…
— O quê? — ela deu de ombros, completamente tranquila. — Ele pode estar tenso e precisar de uma ajudinha para se… aliviar.
Elena arregalou os olhos e corou completamente.
— Bi-ia pelo amor de Deus!
Beatrice inclinou-se um pouco mais sobre a mesa, diminuindo a distância entre as duas, como se estivesse prestes a compartilhar um segredo estratégico.
— Vai dizer que nunca transou com ele naquele escritório?
Elena desviou o olhar da cunhada que continuou com um sorriso ainda maior.
— Pelo seu silêncio… cunhadinha, sua safada!
Elena levou a mão ao rosto, escondendo metade do sorriso enquanto balançava a cabeça.
— Meu Deus, Bia…
— O quê? — Beatrice abriu as mãos com uma falsa inocência. — Você é a namorada dele. É praticamente seu dever manter o CEO Cavallari devidamente relaxado de vez em quando.
Elena soltou uma gargalhada baixa, completamente corada agora.
— Você é impossível.
Beatrice apenas sorriu, satisfeita consigo mesma, e levantou a taça de água como se estivesse brindando a própria ideia.
— Então… — disse com um brilho travesso nos olhos. — Vamos entregar o documento para Alessandro… ou você vai fingir que não está curiosa para ver a reação do meu irmão quando te vê aparecer no escritório dele assim, de surpresa?
As duas terminaram o almoço entre risadas e comentários atravessados de Beatrice que ainda faziam Elena balançar a cabeça com uma mistura de vergonha e diversão. Saíram do restaurante e caminharam pela calçada ensolarada até o estacionamento. O dia estava agradável, o tipo de tarde em que a cidade parecia mais leve, com o vento suave mexendo nos cabelos de Elena enquanto ela caminhava ao lado de Beatrice.
Foi quando passaram em frente a uma pequena e charmosa casa de doces.
A vitrine era praticamente uma obra de arte: bandejas de sonhos cobertos de açúcar, rolinhos de canela ainda quentes e brownies escuros perfeitamente alinhados.
Elena parou e Beatrice deu mais dois passos antes de perceber que a cunhada tinha ficado para trás. Se virou e sorriu com a cena que viu. Elena parecia uma criança encarando os doces pela vitrine.
Beatrice cruzou os braços.

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