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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 208

“O mundo não mudou naquele momento. Mas o coração de Elena mudou para sempre.”

Foi no espaço silencioso que se abriu depois das palavras de Elena, que algo mudou no rosto de Beatrice.

Por alguns segundos ela não disse nada.

Permaneceu completamente imóvel na cadeira, com os olhos fixos na cunhada como se estivesse tentando absorver cada detalhe daquela revelação que ainda pairava no ar entre as duas.

Seus dedos, que momentos antes descansavam relaxados ao redor da xícara de café, se contraíram levemente contra a porcelana, e a respiração dela ficou mais lenta e profunda, como se estivesse organizando um pensamento que crescia rápido demais dentro da própria cabeça.

Então, de repente, ela se levantou.

O movimento foi tão brusco que a cadeira raspou no chão e a xícara quase tombou sobre a mesa.

— Nós precisamos comprar um teste.

Elena piscou, surpresa com a intensidade repentina da reação.

— Agora?

Beatrice pegou a bolsa, abriu a carteira e depositou uns dólares em cima da mesa.

— Agora — repetiu imediatamente, encarando a cunhada com os olhos brilhando com uma mistura clara de ansiedade e excitação. — Elena, eu não vou sobreviver a essa espera se a gente não confirmar isso hoje.

Aquelas palavras fizeram algo vibrar dentro do peito de Elena.

Um teste.

Uma pequena caixa capaz de transformar aquela possibilidade ainda frágil em uma verdade concreta.

Ela sentiu o coração acelerar, batendo contra as costelas com uma força que a deixou momentaneamente sem ar.

— Bia… — murmurou, quase num sussurro, enquanto uma mistura estranha e poderosa de medo e felicidade começava a crescer dentro dela, se espalhando pelo peito como uma onda quente.

Beatrice estendeu a mão por cima da mesa, com os dedos firmes, decididos.

— Vamos.

Elena respirou fundo.

Por um segundo, seus olhos baixaram para a própria mão pousada sobre a mesa, como se estivesse reunindo coragem para atravessar uma porta que não tinha volta.

Então ela assentiu segurando a mão da cunhada com firmeza e se levantando.

Minutos depois as duas já caminhavam pela rua movimentada, e o mundo ao redor parecia existir em uma velocidade completamente diferente da que Elena experimentava dentro do próprio corpo.

Pessoas passavam, carros cruzavam a avenida, vozes se misturavam no ar da manhã, mas ela mal registrava qualquer detalhe.

Seu coração parecia bater mais forte a cada passo. Cada vez mais rápido.

A farmácia ficava na esquina seguinte. Beatrice entrou primeiro, com a segurança de quem estava em missão.

— Bom dia, por favor, um teste de gravidez. — disse imediatamente à atendente, sem qualquer hesitação, embora o sorriso que surgiu em seus lábios carregasse um nervosismo impossível de esconder.

A mulher sorriu encarando as duas, em seguida desapareceu por alguns segundos atrás do balcão e voltou com uma pequena caixa branca nas mãos.

Beatrice a pegou com cuidado. Como se estivesse segurando algo precioso demais.

— Vamos para o museu. — disse, se virando para Elena.

Ela apenas assentiu. Durante o caminho até o prédio do museu, nenhuma das duas falou. Não porque não houvesse pensamentos, mas porque estavam ansiosas e nervosas demais.

O silêncio que caminhava ao lado delas estava carregado de expectativa, de perguntas não ditas, de possibilidades que faziam o ar parecer mais denso.

Quando entraram no banheiro do segundo andar do museu, Elena percebeu que suas mãos tremiam levemente.

A pequena caixa parecia mais pesada do que deveria.

Ela entrou na cabine enquanto Beatrice permanecia do lado de fora.

— Eu estou aqui — disse a cunhada, tentando soar tranquila, embora a própria voz denunciasse uma ansiedade vibrando logo abaixo da superfície.

Alguns minutos se passaram. Mas para Elena pareceram uma eternidade inteira.

Quando finalmente a porta da cabine se abriu, Elena saiu devagar segurando o teste nas mãos.

Beatrice prendeu a respiração no mesmo instante.

— E então?

Elena olhou para o pequeno visor e por um segundo inteiro, sua mente simplesmente parou.

As palavras não vieram e os olhos começaram a se encher de lágrimas antes mesmo que ela percebesse.

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