“Um bebê não nasce apenas no ventre de uma mulher. Ele nasce no coração de todos que aprendem a amá-lo.”
Elena ainda estava tentando se acostumar com a ideia de que carregava uma vida dentro de si, mas estava prestes a descobrir que aquela notícia mudaria muito mais do que apenas o próprio coração.
Quando finalmente empurrou a porta da mansão e entrou, ainda sentia dentro do peito aquela sensação estranha e delicada de que o mundo havia mudado silenciosamente desde a noite anterior, como se cada detalhe da realidade tivesse sido reorganizado ao redor da pequena vida que agora crescia dentro dela.
Ela mal teve tempo de fechar a porta.
— Lena!
A voz de Beatrice atravessou a sala com tanta força que Elena nem conseguiu dar dois passos antes de vê-la surgir praticamente correndo na sua direção, os cabelos levemente bagunçados, os olhos marejados e a expressão claramente dividida entre alívio, preocupação e uma necessidade urgente de verificar com os próprios olhos se a cunhada estava realmente bem.
— Meu Deus, eu fiquei tão preocupada com você! — disse Beatrice, envolvendo Elena em um abraço apertado que parecia carregar horas de ansiedade acumulada. — juro que por muito pouco eu não perdi o meu réu primário, porque se o Alessandro não tivesse me segurado ontem, eu iria dar uma surra naquela sirigaita que ela iria precisar gastar dinheiro com cirurgia plástica.
Elena soltou uma pequena risada abafada contra o ombro dela, retribuindo o abraço com carinho enquanto sentia o coração aquecer diante daquela reação tão sincera.
— Desculpa… — murmurou com suavidade. — Eu sei que assustei todo mundo.
Beatrice se afastou apenas o suficiente para segurar o rosto de Elena entre as mãos, analisando cada detalhe da expressão dela com um cuidado quase exagerado, como se estivesse certificando-se de que realmente estava tudo bem.
— Eu entendo você — disse, acariciando o rosto da cunhada com ternura. — Eu entendo de verdade… mas, por favor, não faça mais isso comigo, porque eu quase tive um infarto ontem de tanto me preocupar com você e com o meu irmão.
Elena sorriu, tocada pela preocupação sincera.
Foi então que Beatrice levou a mão até o ventre da cunhada acariciando o local devagar e um sorriso verdadeiro surgiu em seus lábios.
— Pelo seu sorriso… — disse devagar — ele já sabe?
Elena assentiu.
— Sim.
Por um segundo Beatrice ficou completamente parada, como se o cérebro dela estivesse tentando processar aquela informação gigantesca.
— Meu Deus… — sussurrou.
Então levou as duas mãos à cabeça dramaticamente.
— Eu não acredito que perdi isso!
Elena riu.
Beatrice imediatamente segurou os braços dela, a encarando com os olhos brilhando de curiosidade e emoção.
— E como ele reagiu?
Elena respirou fundo, lembrando da cena da noite anterior, e o sorriso dela ficou ainda mais suave.
— Chorou.
Beatrice piscou.
— O quê?
— Chorou — repetiu Elena, rindo. — Foi lindo.
Os olhos de Beatrice se encheram de lágrimas imediatamente.
— Eu sabia! — disse emocionada.
E então, para completa surpresa de Elena, ela começou a dar pequenos pulinhos animados no meio da sala.
— MEU DEUS! EU VOU SER TITIA DE NOVO!

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