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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 236

“Não é preciso levantar a voz quando se tem poder suficiente… para mudar as regras do jogo.”

Algumas horas depois

A primeira coisa que voltou à mente de Valentina naquela manhã não foi o som dos telefones da redação, nem o cheiro de café forte que sempre impregnava o ar daquele lugar.

Foi a voz de Beatrice Cavallari.

Suave.

Elegante.

Implacável.

— Prepare-se….

As palavras haviam sido ditas com uma calma quase irritante, acompanhadas daquele olhar sereno que parecia incapaz de se alterar, como se a mulher soubesse com absoluta certeza que o mundo sempre acabava obedecendo às regras da família que carregava no sobrenome.

— Porque meu irmão não costuma deixar dívidas emocionais em aberto.

Valentina havia passado a noite inteira tentando convencer a si mesma de que aquilo não passava de uma ameaça elegante, uma tentativa de intimidá-la com a velha estratégia aristocrática de quem acreditava que o poder de um nome era suficiente para assustar qualquer pessoa.

Mas, sentada agora diante da própria mesa na redação do jornal, ela começava a perceber que talvez tivesse subestimado algo muito mais perigoso do que palavras bem escolhidas.

Porque quando tudo começou a desmoronar ao redor dela, nada aconteceu de forma dramática.

O ambiente da redação estava exatamente como sempre. Teclados batendo sem parar, telefones tocando em intervalos irregulares, vozes atravessando a sala em discussões rápidas sobre pautas, prazos e manchetes enquanto jornalistas caminhavam entre as mesas com a pressa habitual de quem vivia em um mundo onde cada minuto significava uma nova notícia.

O cheiro de café forte pairava no ar.

Tudo parecia absolutamente normal.

Valentina estava terminando um artigo quando a porta do escritório do editor-chefe se abriu.

— Valentina.

Ela levantou os olhos.

— Pode vir aqui um minuto?

O tom dele parecia normal, educado e profissional. Mas havia algo no olhar dele que fez um pequeno alerta acender lentamente dentro dela.

Valentina se levantou da cadeira e caminhou até a sala do editor, entrou e fechou a porta atrás dela.

O editor estava parado perto da janela, olhando a cidade lá embaixo com as mãos nos bolsos, como se estivesse tentando reunir coragem antes de dizer alguma coisa que não gostaria de dizer.

— Sente-se.

Valentina franziu levemente a testa enquanto puxava a cadeira diante da mesa.

— O que houve?

Ele soltou um suspiro pesado. Então pegou um envelope e o colocou lentamente sobre a mesa.

— Recebi algumas ligações hoje cedo.

Valentina permaneceu em silêncio por um segundo.

— De quem?

O editor demorou um instante para responder.

— De pessoas que mantêm este jornal funcionando.

Valentina entendeu imediatamente e ajeitou a postura na cadeira tentando parecer tranquila.

— E?

O editor passou a mão pelo rosto.

— Todos disseram exatamente a mesma coisa.

O silêncio que caiu sobre a sala parecia mais pesado do que qualquer resposta.

— Enquanto você trabalhar aqui… eles retiram o apoio financeiro.

Valentina piscou devagar.

— Isso é ridículo.

— Eu sei.

— Então diga a eles para irem para o inferno.

O editor soltou uma pequena risada amarga.

— Se fosse apenas um… — Ele empurrou o envelope na direção dela. — São dezessete.

Valentina abriu o envelope e dentro havia cópias de e-mails.

Cancelamentos de contratos.

Suspensões de publicidade.

Patrocínios retirados.

Todos com exatamente a mesma frase. Enquanto Valentina Orsini fizer parte desta redação, encerramos nossa parceria.

Ela levantou os olhos lentamente.

— Quem fez isso?

O editor não respondeu, mas o silêncio dele foi suficiente e Valentina sentiu o estômago apertar ao lembrar do olhar calmo de calmo de Beatrice e das palavras que ela havia dito:

Prepare-se.

— Damian Cavallari… — sussurrou.

O editor assentiu devagar.

— Ele não pediu sua demissão.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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