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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 39

“O maior erro de um homem que controla tudo é acreditar que sabe exatamente o que não o afeta.”

Damian Cavallari

O toque veio antes que eu tivesse tempo de prever.

Não foi delicado, nem calculado, foi instintivo.

Os dedos dela se fecharam contra a minha coxa com força suficiente para afundar no tecido do terno, como se naquele gesto estivesse concentrada toda a fragilidade que ela jamais admitiria em voz alta. A vibração do helicóptero sacudiu a cabine, mas foi aquele toque que me atingiu de verdade.

Meu corpo reagiu antes da minha razão.

Um erro. Um maldito erro.

Por um segundo, apenas um, eu deixei que a surpresa rompesse meu controle. Senti o calor da mão dela atravessar o tecido, pressionei involuntariamente a musculatura e percebi, com irritação imediata, a resposta física que subiu como um reflexo traiçoeiro.

Medo… Desejo.

Duas coisas que nunca deveriam se confundir.

Ela tentou soltar eu percebi, mas a próxima oscilação fez com que seus dedos se contraíssem ainda mais, como se eu fosse o único eixo possível naquele céu instável, e então eu vi.

O olhar… o verdadeiro. Não o da barganha. Não o da estratégia. Não o da mulher que sabe exatamente o que está fazendo.

Ela estava assustada e aquilo me irritou profundamente. Porque mulheres como Elena sempre sabem o que fazem. Sempre sabem quando tocar, quando parecer frágeis e inocentes. Todas usam a vulnerabilidade como arma.

Todas.

Minha mão se moveu antes que eu pensasse cobrindo a dela. A palma quente, firme, prendendo seus dedos contra mim como se eu pudesse, naquele gesto mínimo, recuperar o território que havia vacilado por um segundo.

— Respira, Elena. — Minha voz saiu baixa, estável, treinada para mascarar qualquer rachadura. — Eu não vou deixar você cair.

A frase era verdadeira. E ainda assim, perigosa. Porque eu nunca prometo o que não posso garantir e naquele instante, não era do helicóptero que eu falava.

Ela respirou fundo. Eu senti o corpo dela relaxar parcialmente, mas os dedos permaneceram ali, presos entre minha coxa e minha mão. E aquilo criou um tipo de tensão que não tinha nada a ver com altura, vento ou gravidade.

Era outra coisa. Uma força silenciosa, tracionando num ponto que eu não permito que ninguém alcance.

Desviei o olhar primeiro.

Eu não precisava ver o rosto dela para saber exatamente o que encontraria. Mulheres costumam confundir proteção com posse. Confundem poder com abrigo. Confundem silêncio com promessa e depois cobram.

Sempre cobram.

A minha mão permaneceu sobre a dela por mais três segundos do que deveria. Eu contei, porque sempre conto. Afinal, controle também é matemática. Quando finalmente a soltei, fiz como se soltasse um objeto perigoso.

Ela recolheu a mão devagar e o espaço entre nós voltou a existir.

Capítulo 39 - Onde o Controle Vacila 1

Capítulo 39 - Onde o Controle Vacila 2

Capítulo 39 - Onde o Controle Vacila 3

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