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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 50

O sono me venceu sem pedir licença.

Não foi um descanso. Foi uma queda lenta, como se meu corpo estivesse sendo puxado para dentro de um lugar onde a lógica não tinha permissão para entrar.

Quando percebi, já não estava mais no quarto.

A noite ao meu redor parecia diferente. Mais pesada, como se o escuro tivesse peso e textura. O silêncio não era vazio, era cheio de expectativa, como o segundo que antecede um toque.

E então eu senti.

Damian.

Não o vi primeiro. Eu o senti. A presença dele vinha antes da imagem, antes da voz. Como na vida real. O ar ao meu redor mudou de densidade, como se tivesse sido aquecido apenas pela existência dele.

— Elena… — ele me chamou.

Meu nome atravessou o espaço sem precisar de som. Foi como se ele tivesse sido dito diretamente dentro do meu peito. Aquela forma exata de pronunciar, firme, contida, perigosa.

Virei-me devagar.

Ele estava a poucos passos de mim.

O cenário não fazia sentido. Não era o quarto, não era a mansão, não era o corredor. Era apenas sombra, luz escura e a sensação absurda de que aquele lugar só existia para que nós dois estivéssemos ali.

— Isso não é real… — murmurei, mais para mim do que para ele.

Mas mesmo no sonho eu sentia o calor do corpo dele.

Damian inclinou levemente a cabeça, como fazia quando queria me dominar apenas com presença.

— Mesmo aqui você tenta fugir — disse, numa calma que era ainda mais ameaçadora. — Você foge até de si.

Meu corpo reagiu antes de qualquer resposta.

O calor nasceu baixo, lento, e subiu como uma maré silenciosa sob a minha pele. Minhas pernas ficaram trêmulas. Meu coração acelerou, não de medo, mas de reconhecimento. Senti minha intimidade umedecer e um pulsar que pedia alívio.

Ele deu um passo, depois outro.

A cada segundo em que a distância diminuía, algo dentro de mim se desfazia com suavidade e violência ao mesmo tempo.

— Isso não pode acontecer… — tentei repetir.

Mas no sonho minha voz não tinha a força que eu desejava.

Damian ficou sobre mim, e se encaixou no meio das minhas pernas, suas mãos estavam apoiadas na lateral, ele baixou o rosto e parou tão perto que nossas respirações se tocaram.

O calor entre nós era real demais para ser apenas imaginação.

— Não pode… — ele concordou. — Mas acontece.

A mão dele subiu pelo meu braço devagar. E todo o meu corpo reagiu de imediato. Seus lábios tocaram meu ombro e fechei os olhos aproveitando aquele momento.

— Você sente — ele murmurou. — Sente o quanto eu te quero?

Minha respiração falhou.

— Eu tenho medo… — confessei sem perceber.

— Eu sei — ele respondeu.

Damian buscou pelos meus lábios novamente e o beijo agora foi intenso, ardente, luxurioso. Eu sentia o calor do corpo dele contra o meu, enquanto ele acariciava o meu corpo sem pudor.

— Damian… — sussurrei no meio do beijo, sem saber se chamava por ele ou por mim.

Ele desceu os lábios pelo meu ombro e baixou a alça da minha camisola, expondo o meu seio. Gemi ao sentir o toque de sua língua no meu mamilo e elevei o quadril em busca de mais.

Mas de repente como no corredor ele se afastou ficando em pé na beira da cama e disse:

— Você vai se perder.

— Já me perdi… — respondi, num fio de voz.

Foi aí que acordei.

O quarto estava escuro, silencioso. E meu corpo em chamas. A camisola estava colada na pele, minha respiração estava acelerada, minha intimidade latejava, o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito.

Levei a mão ao rosto, depois ao colo, depois ao peito.

O calor ainda estava lá. Não tinha sido apenas um sonho. Tinha sido o meu corpo despertando.

Virei de lado na cama, envergonhada, ofegante, atônita com a intensidade daquilo que eu nem sabia que existia dentro de mim. Um misto de desejo, culpa, curiosidade e medo me atravessava em ondas sucessivas.

— Meu Deus… — sussurrei no escuro.

Fechei os olhos com força, como se pudesse apagar a imagem dele ainda gravada por dentro das pálpebras. Mas não consegui porque mesmo acordada, Damian ainda estava ali.

E o que mais me apavorou naquela madrugada, foi perceber que o sonho não tinha sido um aviso, tinha sido a confissão do meu corpo que eu o desejava, mas do que deveria, mas do que gostaria.

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