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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 61

Elena Rossi

Por alguns segundos, o silêncio tomou conta do local. Depois, Beatrice respirou fundo e pareceu decidir que aquele era o tipo de momento que não podia ficar sem cor.

Ela se sentou ao lado da cama, apoiando o cotovelo na grade lateral, inclinando-se na direção de Sofia com uma naturalidade leve, que parecia emprestada de uma vida em que não existiam máquinas ao redor.

— Então… — começou, animada. — Duas missões, hein? Eu posso ajudar com a segunda.

Sofia virou o rosto para ela, curiosa.

— Você conhece muitos lugares legais? — perguntou.

Beatrice fez um gesto com a mão, como quem afasta modéstia.

— Alguns. — respondeu, piscando um olho. — Mas tem um em especial que eu acho que combina com você.

— Qual? — insistiu Sofia, quase se erguendo demais na cama, contida pelos fios.

— Um lugar cheio de castelos, princesas, fogos de artifício e montanhas-russas que fariam qualquer adulto implorar para descer. — ela sorriu. — Você já ouviu falar na Disney?

Os olhos verdes de Sofia brilharam de um jeito que eu não via desde… antes de tudo.

— A Disney? — ela repetiu, como se a palavra tivesse gosto de sonho. — O lugar da… da Cinderela, da Bela, do Mickey e daquele pato bravo?

— Exatamente. — confirmou Beatrice, rindo. — E de um milhão de coisas a mais. Quando você estiver melhor, forte, comendo chocolate escondido dos médicos… — ela fez uma pausa dramática — eu te levo lá.

Sofia levou a mão à boca como se estivesse tentando segurar o próprio espanto.

— Você tá falando sério? — sussurrou.

— Muito mais sério do que quando assino um contrato. — Beatrice garantiu. — E se tem uma coisa que você precisa aprender sobre mim, Sofia, é que eu não quebro promessas para quem usa toquinha de ursinho com essa categoria.

Sofia riu, levou a mão até a touca e ajeitou uma das orelhinhas tortas.

— Mas… é muito longe. — ponderou. — E deve ser caro.

Beatrice lançou um olhar rápido na minha direção, como se confirmasse algo consigo mesma, e depois voltou a focar na menina.

— É longe. — concordou. — E é caro. Mas sabe o que é mais caro ainda?

— O quê?

— Ver você aqui deitada e não fazer nada. — respondeu, simples, sem peso. — Isso eu me recuso a aceitar.

Aquilo veio com a delicadeza de um carinho e o impacto de uma verdade cruel. Porque, no fundo, eu sabia que alguém já havia pago um preço obsceno para que aquela conversa fosse possível.

Alguém que não estava ali. Alguém que não sabia sorrir como Beatrice, mas que de alguma forma tinha feito tudo por ela.

— Lá tem sorvete? — Sofia perguntou, voltando ao que realmente importava. — Porque se não tiver sorvete, eu quero outro lugar.

— Tem sorvete. — garantiu Beatrice. — Tem sorvete, algodão doce, montanha-russa, castelo… e um desfile que eu tenho certeza que você vai amar.

— Você já foi? — ela insistiu.

— Algumas vezes. — respondeu, com um sorriso nostálgico. — Mas nunca com alguém que mereça tanto quanto você.

Eu assistia às duas, sentada mais para trás, como se fosse espectadora de um filme que eu tinha esperado anos para ver. As duas ali, trocando planos sobre um futuro que, até pouco tempo, eu não sabia se existiria.

E o mais estranho era perceber que a esperança tinha som. Tinha cor. Tinha o formato da mão de uma mulher rica demais e de um coração pequeno sob uma toquinha de ursinho.

Um tempo depois, a enfermeira entrou avisando que a visita precisava ser encerrada. Regras. Horários. O mundo ainda tinha limites, mesmo quando os milagres aconteciam.

Beatrice se levantou primeiro.

— Eu vou deixar vocês se despedirem. — disse, tocando de leve o ombro de Sofia. — Mas, olha, eu volto. E quero um relatório completo dos seus planos para a Disney, combinado?

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