“Quem tenta controlar o desejo descobre que ele sempre encontra uma forma de continuar.”
Damian levou a mão ao meu rosto, segurando-o com firmeza suficiente para me ancorar ali. O polegar tocou minha mandíbula com um cuidado que contrastava violentamente com a tensão que emanava dele. Por um momento fechei os olhos esperando por algo que desejei desde o momento em que o vi naquela noite.
— Olhe para mim, Elena. — disse, baixo.
Abri os olhos e a boca dele encontrou a minha com urgência, como se cada segundo de espera tivesse sido acumulado naquele gesto. O beijo foi urgente, voluptuoso. Minhas mãos subiram para o paletó dele sem que eu percebesse, os dedos se fecharam no tecido como se precisassem de apoio.
O mundo se reduziu àquele contato, àquela troca que fazia meu coração bater descompassado.
O beijo se aprofundou, tornando-se mais faminto, mais exigente. As mãos de Damian desceram pelas minhas costas, traçando um caminho que me fazia arquear involuntariamente contra ele. O calor do corpo dele se infiltrava através do vestido, e eu sentia cada músculo tenso, cada respiração acelerada que ecoava a minha.
Sem romper o contato, a mão dele deslizou devagar até o meu quadril, os dedos se firmaram ali com uma possessividade que me deixou sem ar. Ele me puxou mais para perto e, com um gesto preciso, ergueu uma das minhas pernas, enlaçando-a ao redor da sua cintura. Senti sua ereção pressionada contra mim, dura e inegável, enviando ondas de calor pelo meu corpo inteiro. Um arrepio violento me percorreu da cabeça aos pés, fazendo minha pele formigar como se estivesse em chamas.
— Damian… — murmurei contra os lábios dele, com a voz entrecortada, mas ele não parou.
Em vez disso, ele inclinou a cabeça e levou os beijos até o meu pescoço, tocando e mordiscando de leve a pele sensível ali. Cada contato da boca dele provocava uma reação imediata em mim, quente e intensa.
Ao mesmo tempo, a mão dele encontrou minha coxa pela abertura do vestido, subindo apenas o suficiente para me lembrar do quanto eu já não estava no controle. Os dedos percorreram a pele com lentidão antes de apertarem devagar, numa pressão controlada, gentil e ao mesmo tempo difícil de suportar. A cada aperto, uma resposta direta atravessava meu corpo, concentrando-se onde eu já não conseguia ignorar. Sem perceber, deixei o corpo responder por conta própria, meus quadris se moveram em direção aos dele, num impulso automático, enquanto eu me rendia completamente àquela sensação.
O mundo ao nosso redor desapareceu. Só existia o toque dele, o cheiro dele misturado ao meu desejo. Minhas mãos seguraram nos cabelos dele e o puxei para mais perto, reduzindo a distância entre nós como se quisesse manter nossos corpos unidos.

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