POV: Massimo
O dia do evento beneficente finalmente havia chegado, e a mansão transbordava uma energia tensa e contida. Eu estava na sala de estar, ajustando os punhos da minha camisa de seda escura sob o paletó roxo de corte impecável, uma escolha que equilibrava a autoridade com a sofisticação exigida pela elite milanesa. Ao meu lado, Enzo revisava os últimos detalhes do protocolo.
— O reforço está posicionado, Don Massimo — disse Enzo, mantendo a voz baixa. — Temos homens infiltrados entre os garçons e dois perímetros de segurança ao redor do salão principal. Ninguém entra sem ser escaneado.
— Ótimo. Mantenha os olhos abertos para qualquer movimento dos Esposito. Tomaso não é homem de aceitar um "não" sem tentar algum tipo de retaliação pública — respondi, conferindo meu relógio.
Eu estava impaciente, mas a minha irritação se dissipou no momento em que ouvi o som de saltos batendo contra o mármore da escadaria principal. Eu me virei, e juro que o mundo parou por um instante. Tudo pareceu entrar em câmera lenta.
Chiara estava descendo os degraus, e a visão era nada menos que hipnótica. Ela vestia um vestido preto de mangas longas, justo ao corpo, que realçava cada curva sua com uma elegância letal. O tecido era salpicado por pequenos cristais que brilhavam como estrelas sob a luz dos lustres, mas o que realmente roubou minha atenção foi o colar de diamantes que eu havia enviado ao quarto dela mais cedo. As pedras repousavam perfeitamente sobre seu colo, conectando-se a uma corrente delicada que descia pelo seu tronco, enfatizando sua postura de rainha.
— Você está... absolutamente deslumbrante, Chiara — murmurei, aproximando-me dela e oferecendo minha mão para os últimos degraus.
— Obrigada, Massimo — ela respondeu, com um meio sorriso que carregava uma pitada de nervosismo. — E você não está nada mal. Esse tom de roxo combina com a sua... intensidade.
Demos o braço um ao outro e seguimos para o carro blindado. O trajeto foi silencioso, mas a eletricidade entre nós era palpável. Quando o motorista parou em frente ao Palazzo onde o evento ocorria, o clarão dos flashes já era visível através dos vidros escuros.
Assim que a porta se abriu, fomos cercados. O tapete vermelho estava apinhado de fotógrafos e repórteres ávidos por qualquer migalha de informação sobre o grande e bem-sucedido empresário que a mídia tanto idolatrava. Para o público e para as câmeras, eu era apenas o CEO implacável à frente de um império financeiro legítimo; ninguém ali desconfiava que, por trás daquela fachada corporativa, eu comandava a Tríade Negra. Desci primeiro e estendi a mão para Chiara. No momento em que ela pisou no tapete, o barulho das câmeras se tornou ensurdecedor.
— Senhor Capone! Quem é a sua deslumbrante acompanhante? — gritou uma repórter de um tabloide de luxo.
— Massimo, esse é o primeiro evento que você traz alguém em anos! Podemos esperar um anúncio oficial sobre a sua vida pessoal? — indagou outro jornalista, espremendo-se com o microfone.
Mantive minha mão firme na cintura de Chiara, puxando-a para junto de mim de forma possessiva. Eu queria que cada lente ali captasse a mensagem: ela me pertencia. Decidi parar por um momento, concedendo à imprensa o que eles queriam, mas sob os meus termos.

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