Entrar Via

Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 102

POV: MASSIMO

O salão do Palazzo estava mergulhado em uma opulência que eu sempre considerei excessiva, mas necessária. O tilintar de taças de cristal e o murmúrio abafado da aristocracia italiana criavam uma sinfonia de poder e segredos. Caminhar por aquele ambiente com Chiara ao meu braço era como carregar o troféu mais valioso e perigoso da noite. Eu sentia os olhares — alguns carregados de inveja, outros de pura cobiça — mas nenhum deles me incomodava tanto quanto o peso da responsabilidade de mantê-la segura em um ninho de víboras.

Meus olhos escaneavam o ambiente constantemente. A ausência de Moretti era o que mais me preocupava. Sabíamos que ele era o arquiteto por trás da emboscada ao avião e que vinha armando sistematicamente contra a Tríade Negra. Enzo havia me alertado sobre a possibilidade de um ataque ao evento beneficente, e por isso tripliquei o reforço. Cada garçom com uma postura rígida demais era um dos meus homens, e cada saída estava sob vigilância absoluta. Moretti não estava aqui fisicamente, mas sua sombra pairava sobre cada lustre de cristal.

A mão de Chiara descansava levemente no meu braço. Ela mantinha a fachada perfeitamente, sorrindo para as pessoas certas e mantendo a cabeça erguida, exatamente como as câmeras exigiam. O vestido preto e o colar de diamantes moldava-se a ela com uma perfeição que testava meu autocontrole a cada segundo. Eu a queria fora dali, longe daqueles olhos curiosos, mas o teatro da máfia exigia público.

​— Mantenha o foco, Bella — sussurrei, enquanto parávamos perto de uma das colunas de mármore para aceitar duas taças de champanhe de um garçom que, por baixo da farda, carregava uma Glock e a minha total confiança.

​— Eu estou focada, Massimo. Só estou tentando entender por que todos aqui parecem estar calculando o valor do meu colar e o peso da minha alma ao mesmo tempo — ela respondeu em um sussurro sarcástico, os lábios mal se movendo enquanto mantinha o sorriso social.

​Eu ri baixo, um som que não chegou aos meus olhos.

— Porque é exatamente isso que eles estão fazendo. Neste salão, ninguém vê uma pessoa; eles veem ativos, passivos e alianças potenciais.

— Don Massimo — uma voz arrogante nos interrompeu. Era o Marquês de Luca, um aristocrata decadente que achava que o sobrenome lhe dava imunidade para a falta de modos. — Que visão esplêndida. E esta deve ser a mulher que parou Milão hoje.

De Luca olhou para Chiara com uma audácia que me fez cerrar os dentes. Ele estendeu a mão, não para cumprimentá-la formalmente, mas para tocar o rosto dela, movendo os dedos em direção à sua bochecha com uma intimidade que ele não possuía.

Antes que ele pudesse encostar um milímetro de pele nela, minha mão disparou. Segurei o pulso dele com uma força que fez os ossos estalarem audivelmente sob a manga de seu terno caro.

— Se você tocar nela, eu arranco a sua mão fora e a sirvo como prato principal no jantar de amanhã — rosnei, a voz baixa e letal.

O rosto do Marquês ficou pálido, o suor brotando instantaneamente em sua testa. Ele tentou puxar a mão, mas eu não o soltei até ter certeza de que o medo estava gravado em sua alma.

— Peça desculpas à minha noiva. Agora.

— Mil perdões... Senhora... Don Massimo... — ele gaguejou, recuando assim que eu o libertei. Ele desapareceu na multidão em segundos.

— Você é um pouco possessivo, não acha? — Chiara perguntou, embora houvesse um brilho de agradecimento em seus olhos.

— Sou protetor com o que é meu — rebati.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don