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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 117

POV: Massimo

O relógio tático no meu pulso marcava exatamente três e quarenta da manhã quando as três vans pretas e blindadas apagaram os faróis, deslizando como fantasmas pela estrada de terra batida que levava aos limites de Pavia. A noite estava escura, engolida por uma névoa densa que subia dos campos de oliveiras ao redor da propriedade fortificada que Moretti estava. Perfeito. A natureza parecia conspirar a favor da Tríade Negra, estendendo um manto de invisibilidade sobre o meu esquadrão de execução.

Eu estava sentado no banco traseiro da van principal, ajustando as luvas táticas de couro preto. O terno sob medida havia sido substituído por calças cargo, colete balístico camuflado e uma jaqueta escura. O peso da pistola regulamentar no meu coldre de coxa e o cabo texturizado do canivete militar preso ao meu peito traziam uma sensação familiar de controle. A adrenalina que queimava nas minhas veias não era fruto do medo, mas da expectativa pura. Nas próximas horas, o homem que ousou atentar contra a minha noiva e que tirou a vida do meu pai compreenderia o verdadeiro significado do terror.

Ao meu lado, Matteo checava o pente de munição da sua submetralhadora com um clique seco e abafado. Sua expressão habitual de deboche havia sumido por completo nas últimas setenta e duas horas; ele agora operava no mesmo modo gélido e cirúrgico que eu.

Na van de comando e vigilância, estacionada a dois quilômetros dali, escondida sob a copa de carvalhos antigos, estava Adrian. Devido às lesões que ainda limitavam seus movimentos e o mantinham na cadeira de rodas, ele não podia estar na linha de frente com as armas em punho, mas a sua mente era a nossa inteligência mais valiosa. Ele estava diante de três telas de alta definição, controlando os feeds interceptados das câmeras de segurança de Moretti e comandando os drones térmicos que sobrevoavam o perímetro.

O rádio comunicador no meu ouvido emitiu um chiado leve antes de a voz de Adrian surgir, fria e focada.

— Massimo, equipes em posição nas alas leste e oeste. O perímetro externo tem seis guardas na guarita e dois fazendo a ronda pelos fundos. O sistema principal de câmeras deles está ativo, mas criei um loop de imagem de trinta segundos. Para eles, o jardim está deserto. Estou pronto para cortar o suporte principal quando você der a ordem.

— Faça — ordenei, a voz saindo baixa e cortante.

— Cortando a força em três... dois... um. Agora.

Em um piscar de olhos, os poucos refletores que iluminavam os muros altos da fazenda de oliveiras se apagaram. A propriedade inteira foi engolida pela escuridão absoluta. Esse era o sinal.

— Entrar e limpar. Sem barulho — comandei pelo rádio para os líderes dos esquadrões, enquanto eu mesmo empurrava a porta lateral da van.

Saltamos para o terreno úmido em silêncio absoluto. Matteo liderou o grupo alfa em direção à ala leste, movendo-se entre as árvores retorcidas como sombras projetadas pelo próprio inferno. Enzo comandava o grupo de contenção pelos fundos. Equipados com óculos de visão noturna, o mundo ao nosso redor transformou-se em tons de verde e preto, revelando os alvos antes mesmo que eles pudessem entender por que os geradores de emergência da casa não haviam funcionado.

Acompanhei Matteo enquanto avançávamos em direção à guarita lateral. Dois soldados de Moretti saíram tateando no escuro, com as lanternas das armas acesas, apontando para o nada em meio ao pânico do blecaute. Eles não tiveram a menor chance. Matteo moveu-se com a rapidez de um predador; um corte limpo na garganta do primeiro homem e um disparo abafado com silenciador no crânio do segundo resolveram o problema em menos de cinco segundos. Os corpos caíram contra o cascalho sem fazer barulho.

A infiltração foi impecável, um verdadeiro balé de violência sistemática coordenado pela voz de Adrian no nosso ouvido.

— Mais dois se movendo pelo corredor do terraço superior, Matteo. Eles estão armados com fuzis leves. Um terceiro homem está descendo as escadas em direção à cozinha.

— Deixa o da cozinha comigo — a voz de Enzo ecoou pelo canal privado.

Avançamos pela porta de vidro da varanda lateral, que foi arrombada com uma pressão cirúrgica. O interior da mansão de campo exalava um luxo decadente, com tapetes caros e móveis antigos que logo começaram a ser manchados. Os homens de Moretti que tentaram reagir foram eliminados um a um, no escuro, sem que conseguissem disparar um único tiro de aviso que pudesse alertar o chefe deles. A Tríade operava com a precisão de uma máquina de moer carne.

Subi os degraus de mármore da escadaria principal a passos firmes, com a minha pistola empunhada à altura dos olhos. Cada cômodo que cruzávamos era limpo com rapidez. O cheiro de pólvora abafada e o som dos corpos caindo eram os únicos indicadores de que a caçada estava chegando ao fim.

— Massimo, o alvo principal está no escritório do final do corredor do segundo andar — a voz de Adrian atualizou no rádio, o tom carregado de uma satisfação contida. — Ele tentou trancar a porta blindada interna, mas eu travei o sistema magnético por aqui. Ele está encurralado. Sozinho.

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