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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 118

POV: Chiara

O frio da madrugada parecia ter se infiltrado pelas frestas das janelas da mansão, mas não foi o clima que me despertou. Foi o vazio. tateei o lençol ao meu lado, buscando o calor familiar e reconfortante do corpo de Massimo, mas minhas mãos encontraram apenas o tecido liso e já esfriando. Abri os olhos devagar, encarando a penumbra do quarto. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava pouco mais de quatro da manhã.

Me virei na cama e fitei o teto por alguns instantes. Massimo já não estava mais ali. Uma pontada de preocupação, misturada com uma intuição incômoda, apertou o meu peito. Depois de tudo o que havia acontecido nas últimas horas, desde a morte de Vittorio, eu sabia que ele não estava simplesmente sem sono. Decidi levantar. Joguei o cobertor para o lado, calcei meus chinelos e guiei meus passos para fora do quarto. Desci as escadas de mármore em silêncio, imaginando que o encontraria exatamente como na noite anterior: trancado no escritório, bebendo whisky e fumando um cigarro atrás do outro enquanto tentava carregar o peso do mundo nas costas.

Quando cheguei ao final do corredor e empurrei a porta do escritório, que estava apenas encostada, percebi que o ambiente estava completamente vazio. O abajur de canto estava ligado, lançando uma luz dourada e fraca sobre a imensa mesa de mogno. O cheiro de tabaco ainda flutuava no ar, mas Massimo não estava lá. Dei um passo para trás, prestes a voltar para o andar de cima, quando algo em cima da mesa capturou a minha atenção.

Bem no centro da madeira escura, repousava uma pasta de couro preto fosco. Não haveria nada demais nisso, se não fosse pela etiqueta branca colada na parte superior, com letras digitadas de forma limpa e direta: CONTRATO DE CASAMENTO.

Meu coração deu um salto descompassado. Senti minhas mãos começarem a suar frio. Eu sabia, com cada fibra do meu ser, que não deveria mexer nas coisas de Massimo. A Tríade Negra governava com base em segredos e punições severas para quem cruzasse os limites, e o escritório do Don era um terreno sagrado. Mas a curiosidade aliada àquela sensação de que a minha vida estava sendo decidida sem o meu consentimento falou muito mais alto. O bom senso foi completamente esmagado pela necessidade de respostas.

Caminhei devagar, quase hipnotizada, até a cadeira de couro de Massimo. Sentei-me nela, sentindo o perfume amadeirado dele ainda impregnado no estofado, e puxei a pasta para perto. Minhas mãos tremeram ligeiramente quando abri a primeira página. E então, comecei a ler o documento que mudaria para sempre a forma como eu enxergava o homem com quem eu compartilhava a cama.

CONTRATO DE UNIÃO E VINCULAÇÃO DE ALMA

PARTE A: Massimo Capone (O Don)

PARTE B: Chiara Rossi (A Cônjuge)

CLÁUSULA I: O OBJETO DO ACORDO

1.1. Em troca da quitação total das dívidas médicas, proteção vitalícia e tratamento experimental para Marco Rossi, a PARTE B vincula-se à PARTE A por meio de matrimônio legal e religioso por tempo indeterminado.

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