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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 12

POV: Massimo

Minha atuação era digna de um Oscar. Se houvesse uma plateia, eles estariam aplaudindo a forma como eu exalava a aura de um genro dedicado e apaixonado. Chiara, por outro lado, parecia prestes a sofrer uma combustão espontânea. Seus olhos, aqueles olhos verdes que eu já tinha memorizado em cada detalhe do dossiê, me fuzilavam com uma fúria que teria feito um homem comum recuar. Mas eu não era um homem comum. Eu me alimentava de resistência.

— Casamento? — O senhor Rossi repetiu, a voz fraca mas carregada de uma surpresa absoluta. Ele olhou de mim para a filha, buscando algum traço de sanidade na situação.

— Eu sei que parece apressado, senhor Rossi — comecei, sentando-me na beira da cama com uma naturalidade calculada. — Mas no meu mundo, quando encontramos algo raro e precioso, não perdemos tempo. Chiara é a mulher mais incrível que já conheci. E eu quero garantir que ela tenha tudo o que merece. A começar pela tranquilidade de saber que o senhor terá o melhor tratamento que o dinheiro pode comprar.

Vi o brilho de esperança nos olhos cansados do velho, e senti o puxão violento no meu braço.

— Fora. Agora — Chiara sibilou, os dentes cerrados.

Eu sorri para o pai dela, um sorriso reconfortante que era pura mentira.

— Com licença, senhor Rossi. Acho que minha noiva quer me dar uma bronca em particular.

Assim que a porta do quarto se fechou atrás de nós, Chiara me empurrou contra a parede do corredor. Ela era pequena, mas a força da sua indignação a tornava gigante.

— O que você pensa que está fazendo, Massimo? — ela disparou, a voz baixa mas vibrando de raiva. — Você ficou maluco? Namorado? Casamento? Você nem me ligou para o jantar! Você aparece aqui, invade a privacidade do meu pai doente e solta uma bomba dessas?

Eu a observei por um momento. O rosto dela estava vermelho, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada. Ela estava linda, mesmo no meio do desespero.

— Eu disse que queria vê-la de novo, Chiara. Só mudei o cenário — respondi calmamente, cruzando os braços e olhando-a de cima.

— Isso não é um cenário, é a vida real! É o meu pai! — Ela apontou para a porta, as lágrimas começando a marejar novamente. — Você não tem o direito de brincar com ele assim.

— Eu não estou brincando — minha voz mudou. A suavidade do "genro" sumiu, dando lugar ao tom de aço do Chefe da Tríade. — Eu sei exatamente o que está acontecendo aqui, Chiara. Sei o diagnóstico. Sei o que o Dr. Arcuri lhe disse sobre a metástase e sobre os valores do tratamento experimental.

Ela congelou. O sangue fugiu do seu rosto, deixando-a pálida sob as luzes fluorescentes do hospital.

CAPÍTULO 12 1

CAPÍTULO 12 2

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