— A Bellina? Por que ela? Ela é apenas a governanta da minha cobertura na cidade, Chiara. Quase nunca sai de lá.
— Eu sei — respondi, dando um passo para o lado e lembrando-me com carinho daquele dia. — Mas eu senti algo muito especial por ela no dia em que estive na sua cobertura. Apesar de ter visto a Bellina apenas aquela vez, ela me tratou com uma doçura tão grande... No meio de toda a confusão e do medo que eu estava sentindo, ela me fez sentir acolhida. Senti um carinho de mãe vindo dela, algo que eu não sentia há muito tempo. Quero que ela veja o nosso casamento.
Massimo relaxou os ombros, o olhar endurecido dando lugar a uma expressão de profunda compreensão. Ele deu a volta na mesa, parando bem na minha frente.
— Se ela fez você se sentir assim, então ela virá. Mandarei um dos meus carros trazê-la de Milão especialmente para a cerimônia.
Não consegui me conter. Diante de tanta concessão e de tanto cuidado, dei um passo à frente, envolvi a cintura dele com os meus braços e o abracei com força, colando o meu rosto no seu peito.
— Obrigada — agradeci com sinceridade, sentindo os braços pesados dele me envolverem de volta, segurando-me contra si por alguns instantes divinos.
Assim que concluímos a conversa no escritório, me despedi dele com um selinho rápido e subi correndo as escadas em direção ao nosso quarto. Eu precisava de privacidade e de espaço para processar toda aquela enxurrada de novidades. Tranquei a porta atrás de mim, peguei o meu celular em cima da mesa de cabeceira e me joguei no meio dos lençóis macios. Meu coração batia acelerado enquanto eu procurava o nome de Giulia na lista de contatos. Disquei o número e levei o aparelho ao ouvido, ansiosa para ouvir a voz dela.
No segundo toque, Giulia atendeu.
— Chiara! Estava esperando sua ligação. Como estão as coisas por aí na mansão? O clima acalmou depois de tudo? — ela perguntou, o tom de voz misturando intimidade e aquela preocupação de quem já conhecia a rotina pesada do lugar.
— Giu, está tudo bem, graças a Deus. A tempestade principal passou — respondi, soltando um suspiro longo e me acomodando nos travesseiros. —Mas eu liguei porque tenho uma notícia bombástica para te dar. E preciso que você se sente antes de eu falar.
— Ah, não... Não me mata de infarto, Chiara. O que aconteceu? Você está grávida? — ela disparou, o tom de voz subindo uma oitava.
— O quê? Não! Claro que não, Giulia! — ri alto, sentindo o meu rosto queimar. — É sobre o casamento. Nós definimos a data. Vai acontecer daqui a exatamente uma semana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don