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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 139

POV: Chiara

O clima na área vip da boate estava carregado de uma eletricidade quase palpável. Mesmo sentada no colo de Massimo, sentindo a firmeza possessiva de suas mãos e o calor do seu corpo, os meus olhos continuavam atentos a cada movimentação ao redor. Eu não conseguia desligar o meu radar. A batida grave da música eletrônica reverberava no piso de metal do camarote, mas o verdadeiro espetáculo acontecia nas entrelinhas, nos silêncios e nos gestos contidos de quem achava que estava enganando alguém.

Não demorou muito para que a audácia de Sofia entrasse em ação. Ela trocou um olhar cúmplice com Giulia e, exibindo aquele sorriso radiante que parecia desafiar qualquer perigo, levantou-se do sofá. Giulia a seguiu, embora sua postura revelasse um nervosismo que ela tentava mascarar a todo custo. As duas caminharam até Matteo, que estava recostado no estofado de couro, girando distraidamente o gelo dentro do seu copo de whisky.

Sofia parou bem na frente dele, ondulando o corpo de seda dourada de forma provocante, enquanto Giulia mantinha os braços cruzados, o vestido preto de amarrações destacando cada curva. Sofia estendeu a mão na direção de Matteo, chamando-o para dançar ali mesmo, perto da grade do camarote.

No mesmo instante, eu vi a postura de Matteo mudar. O habitual sorriso debochado sumiu do seu rosto, substituído por uma rigidez imediata. Ele travou a mandíbula, os olhos passando rapidamente por Sofia e Giulia antes de darem um desvio quase imperceptível na direção de Massimo. Matteo limpou a garganta, ajeitou-se no sofá e, balançando a cabeça de forma negativa, recusou o convite com uma desculpa qualquer que não consegui ouvir por causa do som alto. A tensão nele era tão óbvia que parecia um fio prestes a arrebentar.

Sem insistir, mas visivelmente divertidas com a reação dele, as duas se afastaram e vieram dançar mais perto de onde eu estava. Eu me levantei do colo de Massimo por um momento, deixando que ele continuasse conversando com Adrian, e me juntei a elas. Começamos a nos movimentar no ritmo da música, os nossos corpos se movendo em sincronia.

Aproveitando a proximidade, inclinei-me na direção delas para falar por cima do som da boate.

— O que foi aquilo? Está tudo bem entre vocês? — perguntei, estreitando os olhos de forma investigativa.

Giulia forçou um sorriso rápido, assentindo com a cabeça de forma um tanto mecânica.

— Está sim, Chiara. Tudo ótimo — respondeu, mas os seus olhos a traíam.

Sofia, por outro lado, soltou uma risadinha travessa e se aproximou do meu ouvido, balançando os cabelos dourados.

— Eu tenho certeza absoluta de que o Matteo só recusou dançar com a gente por causa do meu irmão — ela disse, com uma ponta de deboche na voz. — Ele está morrendo de medo do Massimo sacar a arma aqui dentro. Olhe a cara dele.

Olhei de soslaio para Matteo, que agora fingia prestar atenção em alguma coisa no celular, embora estivesse claramente desconfortável. Nós três continuamos a dançar, rindo e trocando olhares, mas aquela resposta de Sofia não me convenceu por completo. Havia algo mais profundo ali, e eu estava determinada a descobrir o que era.

Mais tarde, durante a madrugada, a atmosfera do clube sofreu uma transição completa. As luzes coloridas e frenéticas deram lugar a um tom neon mais escuro e intimista, e a batida acelerada foi substituída por uma música lenta, densa e profundamente sensual. Era o cenário perfeito. A minha regra interna era clara: eu precisava comandar as ações e provocar Massimo até o limite da sua sanidade.

Caminhei lentamente até a frente dele, parando a uma distância estratégica. Massimo estava com as costas recostadas no sofá, o copo de whisky apoiado na coxa, observando-me com uma atenção predatória. Mantendo o olhar fixo no dele, comecei a dançar. Ondulei os meus quadris de forma suave e cadenciada, acompanhando a melodia preguiçosa que preenchia o camarote. Levei as minhas próprias mãos ao meu corpo, passando-as levemente pelas minhas coxas, subindo pela fenda do vestido de cetim marrom e contornando a minha cintura.

Aproximei-me dele a passos milimetricamente calculados. Estendi a mão e apoiei a palma no seu tórax, sentindo os músculos rígidos sob o tecido da camisa. Comecei a acariciar o seu peito devagar, arrastando as unhas de leve por cima da roupa. Massimo não se moveu, mas recebi dele um sorriso preguiçoso e perigoso, o tipo de sorriso de quem sabe exatamente o jogo que está sendo jogado.

Estimulada pela reação dele, mudei de tática. Girei o corpo e fiquei de costas para ele. Serpenteando no ritmo sensual da música, comecei a rebolar os quadris bem na sua frente, empinando a bunda sutilmente na sua direção. Cada movimento meu era calculado para torturá-lo. Com jeitinho, virei o rosto por cima do ombro para garantir que ele estava assistindo. Levantei os meus cabelos compridos com uma das mãos, expondo a minha nuca, enquanto com a outra mão livre continuava a me acariciar, descendo pelo meu próprio quadril.

Os olhos escuros de Massimo seguiam cada milímetro dos meus movimentos, brilhando com um desejo sombrio. Dançando de forma sinuosa, fui me aproximando ainda mais do seu colo. Então, entreabri as pernas de forma deliberada e sentei-me na coxa direita dele, olhando-o profundamente nos olhos. Esfreguei a minha intimidade contra a sua perna por cima do tecido fino do vestido. Sem dar tempo para ele me segurar, levantei-me de novo, ondulando o corpo, e fiquei de costas mais uma vez. Forcei o peso do meu corpo para trás e esfreguei a minha bunda com firmeza bem em cima do seu membro.

No mesmo instante, senti algo extremamente duro e pulsante contra mim. Ele estava completamente excitado.

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