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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 140

O tempo continuou a passar, e a ausência dos três começou a se estender mais do que o normal. Olhei para o relógio de pulso e depois para Massimo.

— Já se passou mais de meia hora e as meninas ainda não retornaram — Massimo comentou, a sua voz demonstrando a habitual impaciência e o instinto de proteção sempre alerta.

— Elas devem estar apenas retocando a maquiagem, Massimo. Você sabe como mulheres são no banheiro — respondi de forma tranquila, tentando minimizar a situação.

Massimo estreitou os olhos escuros, fixando o olhar em mim de um jeito penetrante.

— Chiara... você está escondendo alguma coisa de mim? — ele perguntou, direto e desconfiado.

— Claro que não, Massimo — retruquei imediatamente, sustentando o olhar dele sem vacilar. — Apenas respondi o que as meninas provavelmente devem estar fazendo. Banheiro de boate sempre tem fila ou conversa.

Não convencido, Massimo virou-se para a entrada do camarote e chamou um dos seguranças.

— Enzo! — ordenou em um tom firme.

Enzo aproximou-se imediatamente, postando-se em posição de sentido.

— Sim, Don?

— Vá até a área dos banheiros e verifique se aconteceu alguma coisa com a Sofia e com a Giulia. Elas estão demorando demais — Massimo instruiu.

Percebendo que a situação poderia fugir do controle se um segurança aparecesse por lá, interrompi no mesmo instante, segurando o braço de Massimo.

— Não precisa se preocupar com isso, Enzo. Não vá — comandei, virando-me para o meu noivo. — Eu mesma vou até lá procurar as meninas. O Enzo é um homem desse tamanho, Massimo, não seria nada apropriado ou confortável ele entrar ou ficar rondando a porta do banheiro feminino. Eu resolvo isso.

Massimo trocou um olhar rápido com Adrian, que apenas assentiu levemente, concordando com a minha lógica.

— Está bem — Massimo cedeu, relaxando o aperto na minha cintura. — Vá e traga as duas de volta.

Levantei-me do seu colo, ajeitei o meu vestido de cetim e caminhei em direção à saída da área vip, deixando os homens para trás.

A minha decisão de ir pessoalmente não foi por etiqueta, mas sim por causa das minhas desconfianças crescentes. Atravessei o camarote e segui pelo corredor menos movimentado que dava acesso aos banheiros privativos do andar superior. Conforme ia me aproximando do fim do corredor, onde a iluminação era mais fraca e o som da pista chegava mais abafado, comecei a ouvir vozes conhecidas.

Diminuí o ritmo dos meus passos, movendo-me em silêncio. Quando cheguei perto o suficiente da curva da parede, avistei Matteo, Giulia e Sofia parados em um canto isolado, conversando em sussurros tensos. Eles pareciam não notar nada ao redor.

Aproximei-me um pouco mais e consegui escutar claramente quando Matteo, com a voz carregada de frustração e nervosismo, disse:

— Sofia, se o Massimo descobre o que aconteceu aqui, ele mesmo me mata! Porra... você é a irmã dele!

O meu sangue gelou por um segundo, confirmando todas as minhas teorias. Dei dois passos à frente e pigarreei alto para anunciar a minha presença.

— Hum, hum — fiz o som na garganta.

Os três deram um sobressalto idêntico, afastando-se no mesmo milésimo de segundo. Matteo se virou para mim com os olhos arregalados, exibindo uma mistura nítida de surpresa e um visível alívio ao perceber quem era.

Cruzei os braços, encarando-os com uma sobrancelha arqueada e um sorriso irônico.

— Estão aliviados por não ter sido o Enzo ou o próprio Massimo a encontrar essa ceninha entre vocês três aqui no corredor? — perguntei, a minha voz saindo fria e cortante.

Sofia deu um passo à frente, soltando o ar que prendia nos pulmões. Ela olhou para os lados para garantir que estávamos sozinhas e aproximou-se rapidamente de mim, com as mãos juntas em um gesto de súplica.

— Cunhada, por favor... por tudo o que é mais sagrado, não fala nada para o meu irmão! — ela pediu, a voz trêmula de preocupação. — Você sabe como ele é.

Olhei para os três por alguns segundos, processando a gravidade do que estava acontecendo bem debaixo do nariz do Don.

— Eu não vou falar nada — respondi, pausadamente, fazendo Sofia respirar aliviada. — Mas fiquem sabendo de uma coisa: eu também não vou mentir se o Massimo descobrir por outros meios e vier me perguntar alguma coisa diretamente. Eu não vou queimar o meu filme com ele por causa das armações de vocês.

Em seguida, desviei o meu olhar para Giulia. Senti uma pontada real de tristeza e decepção no peito. Nós éramos melhores amigas, confidentes desde sempre. Ver que ela estava envolvida em algo tão complexo com a família de Massimo e não tinha aberto a boca para mim doía.

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