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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 141

POV: MASSIMO

O ambiente do camarote vip continuava imerso naquela fumaça densa de cigarro e whisky caro. Chiara continuava acomodada no meu colo, o peso do seu corpo e o calor da sua pele contra a minha coxa sendo a única coisa que me impedia de perder a paciência de vez naquela madrugada.

Matteo deu um gole longo em seu copo, deixando o gelo estalar contra o vidro, e soltou uma risada carregada de puro deboche. Ele olhou diretamente para Adrian, que mantinha aquela postura rígida e analítica na cadeira de rodas, e depois voltou os olhos para mim, claramente incomodado com o sermão que havia acabado de receber sobre deixar a vida de promiscuidade de lado.

— É sério isso, Massimo? — Matteo provocou, ajeitando o paletó com um cinismo que me dava vontade de socar a sua cara ali mesmo. — E você, Adrian... Depois que saiu daquele hospital com essa história obsessiva de procurar a mulher misteriosa que salvou a sua vida depois do acidente, agora quer o quê? Quer pagar uma de homem santo para cima de mim? Me poupe. Você passava noites inteiras enfiado nos piores cantos dos Estados Unidos antes de tudo acontecer.

Adrian não se alterou. Ele apenas ajeitou a postura na cadeira, fixando aqueles olhos frios e calculistas em Matteo. O semblante dele permaneceu impassível, demonstrando a maturidade que a dor e o tempo nessas últimas semanas desde o acidente haviam lhe forçado a engolir.

— Eu nunca disse que sou um santo, Matteo. Sei muito bem o meu passado — Adrian respondeu, a voz saindo em um tom pausado, firme e perigosamente calmo. — Mas a diferença é que eu sei reconhecer quando um ciclo precisa acabar. E, sejamos realistas, entre nós três, você sempre foi o pior. Sempre foi o mais inconsequente e o mais descontrolado quando o assunto são mulheres e excessos.

Eu apertei a minha mão ao redor da cintura de Chiara, sentindo o tecido de cetim sob os meus dedos, e decidi intervir antes que os dois começassem uma discussão desnecessária no meio da comemoração. Minha voz saiu grossa, imponente, cortando o ar com a autoridade que o meu cargo exigia.

— A questão aqui não tem nada a ver com ser santo ou não, Matteo. Nenhum de nós carrega as mãos limpas ou uma alma pura neste negócio — afirmei, estreitando os olhos na direção dele. — A questão principal é que uma hora a porcaria da pessoa tem que amadurecer. O controle de uma organização como a nossa exige estabilidade. Eu assumi as minhas responsabilidades, encontrei a minha mulher e tracei o meu caminho. Adrian está focado no que realmente importa para o futuro dele. Só falta você entender que essa vida de foder putas em banheiros de boate não pode durar para sempre. Uma hora o preço é cobrado.

Matteo apenas deu de ombros, soltando uma fumaça densa pelo canto da boca, fingindo que as minhas palavras não faziam o menor sentido para ele. O silêncio que se seguiu no camarote foi desconfortável. Sofia e Giulia continuavam sentadas no sofá adjacente, mas percebi que as duas mal tocavam em suas bebidas, mantendo uma rigidez estranha.

Antes que o clima ficasse ainda mais pesado, Chiara se mexeu no meu colo. Ela virou o rosto para mim, os olhos expressivos demonstrando um cansaço.

— Massimo — ela chamou baixinho, a mão subindo pelo meu ombro. — Já são quase quatro horas da madrugada. Eu acho que nós já curtimos o suficiente por hoje. Deveríamos ir para casa.

Olhei para o relógio de ouro no meu pulso, confirmando o horário. Chiara estava certa. O ambiente fora da mansão, por mais controlado que estivesse pela minha segurança, sempre representava um risco desnecessário se estendido até o amanhecer.

— Você tem razão. Vamos embora — concordei imediatamente, fazendo menção de me levantar com ela.

Sofia deu um sobressalto no sofá, ajeitando o vestido de seda dourada, e cruzou os braços com uma expressão birrenta.

— Ah, não, Massimo! Já? A noite está ótima. Eu quero ficar mais um pouco com a Giulia.

Virei o meu rosto na direção da minha irmã, usando o meu pior tom de autoridade. Eu não tolerava questionamentos quando o assunto era a segurança da minha família.

— Você não vai ficar aqui sozinha a uma hora dessas, Sofia. Acabou a comemoração. Nós estamos indo para a mansão agora. Sem discussões.

Sofia bufou, claramente insatisfeita. No entanto, em vez de se dar por vencida, ela virou o rosto rapidamente na direção de Matteo. Vi quando os olhos dela ganharam uma intensidade diferente, uma mistura de expectativa e ansiedade que me chamou a atenção por um milésimo de segundo.

— Matteo... você vai ficar na boate? — Sofia perguntou, tentando fazer a voz soar casual, embora o nervosismo estivesse estampado em sua postura. — Porque se você for ficar por aqui mais tempo, eu e a Giulia podemos ficar com você e depois você nos leva para casa. O que acha?

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