Caminhei pelo corredor do segundo andar até a porta da nossa suíte master. Segurei a maçaneta, respirei fundo e abri a porta devagar.
Assim que entrei no quarto, o meu olhar foi direcionado magneticamente para o centro da nossa enorme cama de casal. Em cima do edredom escuro e perfeitamente alinhado, repousava uma caixa de madeira rústica e elegante, laçada de forma impecável com uma fita larga de cetim branca. Olhei um pouco mais para o lado e vi Chiara. Ela estava sentada na poltrona do canto, usando um vestido longo de seda verde-esmeralda que a deixava parecendo uma rainha. Ela segurava um livro nas mãos, mas os seus olhos verdes estavam fixos em mim, brilhando com uma expectativa que parecia prestes a transbordar.
Fechei a porta atrás de mim e me aproximei dela com passos lentos, absorvendo cada detalhe da sua imagem. Ela deixou o livro de lado e se levantou da poltrona, ficando de pé na minha frente.
— Você está absolutamente maravilhosa, bella — elogiei com a voz rouca de desejo e emoção, segurando o seu rosto delicado entre as minhas mãos.
Não dei tempo para ela responder. Inclinei-me e a beijei. Foi um beijo profundo, calmo, mas carregado de uma intensidade que traduzia tudo o que eu estava sentindo após aquela caça ao tesouro. Quando nos afastamos minimamente, mantive as minhas mãos na sua cintura, olhando fixamente nos seus olhos.
— A última pista está naquela caixa, não está? — perguntei, indicando a cama com o queixo.
Chiara deu um sorriso doce, os olhos marejados de água, e assentiu com a cabeça.
— Sim, meu amor. É para você abrir. Vá lá.
Deixei o espaço entre nós e me aproximei da beirada da cama. Peguei a caixa de madeira nas mãos, sentindo o peso dela, e puxei a fita de cetim branca, desfazendo o laço perfeito. Com o coração batendo com uma força violenta contra as minhas costelas, levantei a tampa da caixa.
O mundo pareceu parar de girar naquele exato segundo.
Dentro da caixa, em cima de um tecido macio, havia um teste de gravidez de farmácia exibindo duas listras vermelhas e paralelas bem fortes. Ao lado dele, repousava um par de sapatinhos de tricô brancos, tão pequenininhos que cabiam na palma da minha mão. Logo em cima de tudo, havia uma pequena nota. Peguei o papel com os dedos trêmulos e li as palavras escritas ali:

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