POV: Chiara
Depois que Massimo saiu do quarto, levei um bom tempo para conseguir voltar a mim. O quarto ainda parecia vibrar com a energia dele, mas agora, o que eu sentia não era mais o encanto do momento, e sim uma mistura de vergonha e uma vulnerabilidade que eu jamais tinha experimentado.
Massimo tinha acabado de me deixar ali, nua na sua cama, logo após me dar um orgasmo, só porque precisava atender a uma ligação? A realidade bateu forte. Eu me levantei, sentindo minhas pernas ainda um pouco bambas, e fui direto para o banheiro. Abri o chuveiro no gelado e deixei a água cair por muito tempo, tentando resfriar não só meu corpo, mas também meus pensamentos.
Saí do banho, me enrolei em um roupão e sentei na borda da cama. Meu cérebro tentava encontrar uma saída, mas meu corpo insistia em trair a minha razão. Em um impulso, peguei o celular e liguei para Giulia. Eu precisava desabafar com alguém que não me olhasse como "a noiva do Don".
— Chiara? O que houve para você ligar a essa hora? — Giulia atendeu, a voz preocupada.
— Giulia... eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estava praticamente implorando para o Massimo me comer agora há pouco.
— Amiga, e o que é que tem? — ela respondeu, soltando um risinho do outro lado. — Você não é mais virgem, não é como se fosse a sua primeira vez.
— Eu sei, mas tenho medo de me entregar por completo e acabar me machucando. Nossa relação é um contrato, Giulia. Ele já deixou claro que não existe amor envolvido.
— Olha, não é porque vocês vão assinar um contrato que as coisas não podem mudar. Quem disse que isso não pode se transformar em amor no futuro?
— Não sei se isso é possível com um homem como ele. Acho que eu deveria me contentar com o meu vibrador, que anda me satisfazendo bem ultimamente.
— Ah, para! Se ele estivesse te satisfazendo tão bem, você não estaria com esse fogo todo. A verdade é que você está sentindo falta de um homem de verdade.
Suspirei, derrotada pela lógica dela.
— Pior que estou mesmo. E o Massimo, com toda aquela postura de comando... ele me deixa muito excitada.
— Eu te entendo perfeitamente. O homem é lindo! Com aquela cara de mafioso perigoso, é para implorar para chorar mesmo — e ela soltou uma gargalhada —, e não estou falando de lágrimas pelos olhos, se é que me entende.
— Giulia! Que safada! — Eu acabei rindo também, sentindo o clima pesar menos.

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