POV: Massimo
Ao cruzar a porta do quarto, a imagem da alegria de Chiara ainda estava gravada na minha mente. A forma como ela me abraçou, radiante apenas por eu ter permitido que a amiga viesse passar uns dias na mansão, confirmou o que eu já sabia: pequenos gestos de "liberdade" são as correntes mais eficazes. Ela não faz ideia, mas eu faria qualquer coisa para que ela se sentisse cada vez mais ligada a mim, dependente da minha proteção e das minhas concessões.
Desci as escadas com passos rápidos. Matteo já estava lá embaixo, encostado em uma das colunas, com o semblante sério de quem sabe que o jogo virou.
— Já está tudo pronto? — perguntei a Enzo, que conferia algo no tablet.
— Sim, Don. O jatinho está na pista, motores aquecidos. Os carros estão na porta, só aguardando o senhor — ele confirmou prontamente.
Olhei para Erick, um dos meus homens de maior confiança na segurança interna, e assumi o tom de comando que não admite falhas.
— Erick, fique de olho na Chiara. Ela só tem autorização para sair da mansão com destino à empresa ou ao hospital. Fora isso, ela permanece aqui. Amanhã, você mesmo deve ir buscar a amiga dela e trazê-la para cá. Quero relatórios de qualquer movimentação estranha.
— Entendido, senhor — ele respondeu, com um aceno firme.
— Garanta que ninguém toque na Chiara. Se um único cabelo da cabeça dela for maltratado enquanto eu resolvo essa situação, eu vou queimar Milão inteira com vocês dentro. Fui claro?
Erick engoliu em seco, percebendo que a proteção sobre Chiara não era apenas profissional. Era pessoal.
— Cristalinamente, senhor.
Francesca apareceu para se despedir, e segurei sua mão por um breve momento.

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