— Meu papel é simples, não é? É assinar aquele contrato que seus advogados estão preparando. É servir você na cama para aliviar a tensão dos seus negócios, e ser a sua bonequinha de luxo particular para que você possa exibir para a sua organização. É isso que eu sou. Um termo contratual com rosto bonito.
Massimo recuou um passo, o rosto endurecendo. — Eu pensei que já tínhamos passado dessa fase, Chiara. Pensei que tivesse entendido que o que temos aqui vai muito além de qualquer papel.
— Como eu posso passar dessa fase se você faz questão de me lembrar dela? — rebati, levantando-me e mantendo o lençol como barreira. — Você fala do contrato como se fosse um troféu. Você me fode com uma intensidade que me faz acreditar que você me ama, mas depois abre a boca para falar de advogados e de como tudo estará oficializado.
— É assim que o meu mundo funciona! — ele gritou. — O contrato não é para te prender, é para te dar proteção! Para que ninguém questionar o seu lugar ao meu lado!
— O meu lugar ao seu lado deveria ser garantido pelo que sentimos, Massimo! — eu gritei de volta. — Na cama, você me trata como se eu fosse a única. Fora dela, você me lembra que eu fui comprada. Eu queria ser sua porque você me ama, e não porque você assinou um documento!
Massimo deu um passo à frente. Ele parecia maior, mais perigoso sob a luz fraca.
— Amor, Chiara? — ele repetiu a palavra como se fosse um insulto. — Eu nunca prometi amor a você. No meu mundo, o amor é uma fraqueza. É uma fenda na armadura que os inimigos usam para nos destruir. Eu sou o Don da família Capone, pertenço à Tríade Negra; eu jamais me permitiria ser fraco. Jamais.
Aquelas palavras foram como bofetadas físicas. Uma lágrima quente escapou.

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