Ele me chupou com uma agressividade apaixonada, as mãos apertando minhas nádegas com força, reivindicando cada milímetro. Eu segurei sua cabeça, enterrando meus dedos em seus cabelos, enquanto o prazer me cegava. Ele sabia exatamente como me levar ao limite; ele conhecia os segredos do meu corpo melhor do que eu mesma.
Quando eu estava prestes a desmoronar, ele se levantou com uma agilidade predatória. Virou-me de costas para o espelho, apoiando minhas mãos na bancada. Pelo reflexo, vi seus olhos — um abismo de obsessão e adoração. Ele se abriu e me invadiu com uma estocada única, funda e avassaladora, que me fez soltar um grito abafado contra o vidro.
Adrian me possuía com uma cadência violenta e rítmica, marcando o ritmo do ano que estava por vir. Uma de suas mãos subiu para o meu peito, apertando meu seio por cima do tecido fino, enquanto a outra puxava meu rosto para trás pela mandíbula, forçando-me a receber seus beijos famintos enquanto ele me socava por trás.
— Eu sou louco por você, Clara. Cada vez que eu te como, parece que é a primeira. Eu quero mais, sempre mais... — ele sibilou no meu ouvido, a voz rouca de puro desejo.
O contraste entre a contagem regressiva que ecoava lá fora e a nossa urgência ali dentro era inebriante. Eu sentia cada centímetro dele dentro de mim, preenchendo-me, dominando-me. Gozamos juntos, em uma explosão que pareceu sacudir o chão sob nossos pés, no exato momento em que o primeiro rojão estourou no céu, iluminando a fresta da janela com cores vibrantes.
Ficamos ali por alguns segundos, colados, o suor e a respiração misturados ao som da festa. Ele me beijou o pescoço, um carinho possessivo após a tempestade.
— Feliz Ano Novo, minha Sra. Clara Menezes Cavallieri — ele declarou, arrumando meu vestido com uma calma que escondia o monstro que queria rasgá-lo alguns momentos antes.
Limpamo-nos e voltamos para o jardim a tempo de ver o ápice do espetáculo.
Pulamos todos na piscina, com roupa e tudo eu, Adrian, as meninas, Isadora e Mathew. Rimos, mergulhamos e celebramos como uma família de verdade.
Ele não me deixou mergulhar afinal estava sem calcinha que ele mesmo rasgou.
Fiquei deitada em seu peito, ouvindo as batidas do seu coração voltarem ao normal enquanto a água da hidromassagem continuava a massagear nossas pernas entrelaçadas. Ele passou a mão pelo meu cabelo úmido, afastando os fios do meu rosto com uma delicadeza que só ele possuía.
— Eu te amo, Clara — ele disse, a voz rouca e séria. — Feliz Ano Novo. Eu quero passar cada segundo do resto da minha vida exatamente assim... com você sendo minha.
— Eu também te amo, Adrian — respondi, fechando os olhos e me sentindo completa.
— Eu te amo muito mais. Minha vida enfim está completa.
Naquele momento, envolta pelo calor da água e pelo abraço do meu Imperador, eu decidi que nada estragaria a nossa paz.

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