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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 291

POV: CLARA CAVALLIERI

As babás voltaram por volta das seis e meia, com os rostos iluminados pelo passeio. Agradeci a elas e deixei claro que, a partir dali, a noite era delas com as pequenas Helena e Isadora.

— Só liguem se for uma emergência absoluta — brinquei, mas com um fundo de verdade. Eu precisava de algumas horas de paz para colocar meu plano em prática.

No quarto das gêmeas, o clima era de "tapete vermelho". Ângela e Geovana se arrumavam com estilos próprios; as roupas iguais ficaram definitivamente no passado. Uma de short jeans desfiado e a outra com um vestido solto que realçava seus traços.

— Isso está curto demais — Adrian sentenciou, cruzando os braços na porta. A carranca de Imperador estava de volta ao rosto de forma épica. — E aquele vestido... Geovana, você não acha que está muito... tipo, exposta?

— Pai, essa é a vibe agora! — Ângela disse, concentrada enquanto fazia um delineado escuro e perfeito ao redor dos olhos.

— O que é vibe? — ele perguntou, genuinamente confuso, passando a mão pelo rosto. — Meu Deus, eu vou ser pai de quatro mulheres... eu não estou preparado para isso.

Nós três rimos. A confusão dele era divertida e ele nem imaginava que a fase dos "namoradinhos" já estava batendo na porta.

— Ah, Adrian, larga de ser brega! — Intervi, ajeitando o cabelo da Ângela. — Elas estão lindas e adequadas para o shopping no Rio.

— Não é brega, Clara. É segurança! — Ele se aproximou das duas com uma expressão solene e tirou dois frascos do bolso. — Pegaram o spray de pimenta?

— Paiiiii! — elas soltaram em uníssono, um som carregado de descontentamento adolescente.

— Escutem bem — ele continuou, a voz ficando séria. — Vocês nunca vão namorar. Vão morrer solteiras e felizes. Se eu descobrir qualquer "namoradinho" antes de vocês completarem 26 anos, eu interno as duas em um convento isolado na Itália. Fui claro?

— Ele não vai fazer isso não, meninas — eu disse, rindo da cara de pânico delas.

— Vou sim! — Adrian rebateu, olhando para mim. — E se o convento estiver cheio, eu compro um só para elas.

Eu revirei os olhos, rindo da obsessão dele. — Amor, você vai mandar dois seguranças atrás delas. O spray é exagero!

Senti que havia algo errado, um segredo que ele guardava a sete chaves, mas decidi não pressionar. Não hoje. Hoje eu tinha outros planos para o meu Imperador.

Fomos jantar naquele mesmo restaurante sofisticado. O vinho era caro, o ambiente era luxuoso e silencioso, mas eu não conseguia focar na comida. Sob a mesa, tirei o sapato e comecei a deslizar meu pé pela perna do Adrian, subindo devagar até sentir o músculo da coxa dele saltar sob o tecido fino da calça.

— Clara... estamos no meio de todo mundo — ele sussurrou. A voz dele baixou dois oitavos, ficando rouca, e os olhos dele fixaram nos meus como se quisessem me devorar ali mesmo.

— Isso nunca foi problema para você, Imperador — provoquei, inclinando-me para frente, deixando o decote em evidência. — Ainda mais sabendo que eu saí de casa com tanta pressa... que esqueci de vestir a calcinha.

O olhar dele mudou no mesmo segundo. O desejo cru substituiu a irritação de pai. Adrian deu um tapa firme na minha coxa sob a toalha — um comando silencioso e possessivo para eu baixar a perna — mas ele mesmo se inclinou. A mão dele desceu, testando o terreno, e quando seus dedos encontraram a minha pele nua, úmida e quente, ele soltou um arfar pesado, quase um rosnado.

Abri levemente as pernas, dando a ele todo o acesso que ele queria, desafiando-o com o olhar. Eu não era mais a menina insegura de anos atrás; eu era a mulher dele, e sabia exatamente como desarmá-lo.

— Você quer terminar isso em outro lugar? — Sussurrei, vendo o controle do homem mais poderoso que eu conhecia se esvair por entre os meus dedos.

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