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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 292

POV: CLARA CAVALLIERI

Adrian chamou o garçom com um aceno de mão autoritário, pagando a conta sem sequer olhar para o valor, como se o dinheiro fosse apenas um detalhe irrelevante diante da urgência que nos consumia. Ele se levantou, estendeu a mão para mim e me conduziu para fora do restaurante. O ar fresco da noite carioca parecia carregar a eletricidade que emanava de nós dois, um prenúncio de que a calmaria da "família margarina" tinha ficado para trás no momento em que meus pés descalços tocaram sua perna sob a mesa.

— Para onde você quer ir, Clara? — ele perguntou, a voz baixa e vibrante, enquanto esperávamos o motorista trazer o carro.

Eu me aproximei, colando meu corpo ao dele, sentindo o calor que vinha através do seu terno impecável. O contraste entre o cavalheiro público e o mestre privado sempre me fascinou.

— Eu não conheço muito bem o Rio... mas eu pesquisei sobre clubes de BDSM e Swing. Você conhece algum que goste de ir? — disparei, sustentando o olhar.

Adrian soltou um riso sombrio, aquele som gutural que sempre me dava arrepios e fazia meu ventre latejar. Ele me puxou pela cintura, colando nossos rostos até que nossas respirações se misturassem.

— No Rio de Janeiro, o prazer não tem limites, Clara. Existem lugares aqui que fariam o Ambrosia parecer um jardim de infância. Se você quer ser dominada em território desconhecido, eu conheço o lugar perfeito.

O carro parou à nossa frente. Ele abriu a porta para mim, mas em vez de entrar no banco de trás comigo, ele se virou para o segurança.

— Pegue um táxi e volte para a mansão. Eu dirijo — ordenou, a voz sem margem para questionamentos.

O segurança concordou imediatamente e avisou os demais. Estávamos no Rio, agindo com discrição, e em um bairro nobre como aquele, o perigo era menor do que o desejo que nos guiava. Adrian assumiu o volante, e o motor roncou como uma fera sendo libertada.

— Qual clube você andou pesquisando, Clara? — ele perguntou, acelerando pelas ruas iluminadas.

— Clube Extreme. É uma das casas mais luxuosas do Rio. Li que tem ambientes para swing, mas também áreas de "Play" com temática BDSM. O público é de elite, exatamente do seu nível, Adrian.

Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada, surpreso pela minha iniciativa. Ele achou que eu estava apenas provocando para ganhar atenção, mas eu já tinha feito o meu dever de casa. Peguei o celular e mostrei a tela para ele, com a reserva confirmada e o QR Code brilhando.

— Eu pesquisei, Adrian. Eu sei que você gosta de ter o controle, e nos últimos três anos, entre gestações e a correria de Porto Alegre, sinto que talvez tenhamos focado demais na rotina. Eu quero me reaproximar de você, do homem que você é no escuro.

— Mas nós estamos bem, Clara. Eu tenho tudo o que quero — ele retrucou, embora suas mãos estivessem apertando o volante com força.

— Eu sei. Mas eu sei que você sempre quer mais, e hoje... hoje eu estou disposta a te entregar esse "mais".

O olhar dele escureceu instantaneamente. Ele pegou o celular da minha mão, deslizou pelas fotos das masmorras luxuosas, das cruzes de Santo André em aço escovado e das suítes de couro preto. Um sorriso lento e perigoso surgiu em seus lábios, o tipo de sorriso que me fazia querer fugir e implorar para ficar ao mesmo tempo.

— Você não faz ideia do erro que acabou de cometer, Clara. Se você me leva para um lugar desses... eu não vou ter piedade de você. Vou esquecer que você é a mãe das minhas filhas por algumas horas e lembrar apenas que você é a minha submissa.

O carro cortava a noite em direção à Barra da Tijuca. Adrian me observava de soslaio, alternando o olhar entre a estrada e o decote do meu vestido, ainda processando a minha audácia. Eu sentia o peso do silêncio dele, um silêncio carregado de planos sombrios.

— Clube Extreme, Clara? — ele repetiu, o nome saindo como uma carícia proibida. — Você sabe que não é um lugar para amadores. O que você está aprontando?

— Eu sei exatamente o que é, Adrian — respondi, deslizando minha mão pela coxa dele, sentindo o músculo retesar sob o tecido fino. — Eu sei que você "pega leve" comigo porque me ama, porque teve medo de me quebrar depois de tudo o que passamos com a depressão pós-parto. Mas eu também sei o que o Imperador gosta de verdade. A Eleonora me contou sobre as apresentações que você frequentava antes de nos casarmos... e eu não quero que o nosso fogo se apague na monotonia.

Ele soltou um riso sombrio, pegando minha mão e beijando a palma com uma intensidade que me fez perder o fôlego.

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