POV / Isadora
Aproximei o meu rosto do dele, cedendo ao calor absurdo que subia do meu peito e quebrava as minhas defesas. Colei os meus lábios nos dele com suavidade, sentindo o gosto metálico do sangue que eu mesma tinha arrancado da boca dele segundos atrás.
— Só peço que você tenha um pouco de paciência comigo — sussurrei, a minha voz saindo baixa, quase sumindo no meio daquela iluminação vermelha do quarto VIP. — A gente não pode namorar, Mathew. Somos totalmente diferentes. Mas se você quiser, a gente pode transar.
Ele me encarou fixamente. Os olhos claros dele estavam grudados nas minhas pupilas, brilhando com uma intensidade que fez as minhas pernas fraquejarem mesmo eu estando deitada sob o peso dele.
— Mas eu não quero transar com você, Isadora — ele respondeu, a voz saindo grave, sem vacilar nem por um milésimo de segundo. — Eu quero casar com você.
O meu coração bateu direto na minha garganta. Aquela palavra ecoou na minha mente como um soco. Casar. O homem metódico, o Diretor Geral, estava falando em casamento dentro de um quarto de um clube proibido. Senti um arrepio violento correr por toda a minha espinha, mas o meu orgulho e o meu mantra de independência falaram mais alto. Eu não ia baixar a guarda.
— Eu não vou abrir mão da minha liberdade — respondi, sustentando o olhar dele com toda a firmeza que consegui juntar. — Não abro mão da minha vida, nem da minha ideologia. Se você não vai me aceitar da forma que eu sou, sem exigir que eu me submeta a você ou que eu mude os meus passos, então a gente não vai para lugar nenhum. Essa é a minha ÚNICA OFERTA, Mathew.
Ele ficou em silêncio por alguns instantes, me estudando, sentindo a dureza da minha postura. O canto da boca dele se moveu em um sorriso curto, quase imperceptível.
— Eu vou pagar pelo seu tempo.
O meu ventre pulsou num espasmo quente com aquela frase. Ele estava usando as regras do clube para contornar o meu bloqueio, jogando o jogo que eu mesma tinha aceitado jogar naquela noite.
— É uma ótima ideia — retruquei, sentindo um calor absurdo tomar conta do meu corpo inteiro.
Não esperei mais nada. Avancei na boca dele com uma urgência selvagem, enfiando a minha língua de uma vez só, profunda, colando os nossos lábios numa entrega consciente. As minhas mãos voaram para o peito dele, agarrando o tecido da camisa social escura. Puxei com força, arrancando os botões de uma vez só. O som do plástico estalando e voando pelo colchão de veludo se misturou com o som da nossa respiração cortada.
Abri o paletó dele e passei a minha língua pelo peito dele, descendo em lambidas firmes e molhadas pela pele quente, sentindo o suor limpo dele invadir o meu paladar. O Mathew soltou um gemido grosso, arrastado, que vibrou contra o meu rosto. Aproveitei a boca entreaberta dele e enfiei os meus dedos ali dentro, forçando-o a morder a minha mão enquanto eu controlava o movimento, ditando a nossa proximidade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido
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