Capítulo 100 — De volta à rotina
Damien Knight
Depois do problema com a Giovanna, nosso domingo foi tranquilo. As crianças se divertiam, e minha mulher também. Ao cair da noite, decidimos voltar para casa.
— Vocês vão com o Simon? — perguntei ao Ozzie.
— Sim, ele vai voltar para Manhattan sozinho; vou aproveitar a carona.
— Vai mesmo levar a Fernanda para sua casa?
— Eu realmente preciso responder isso? — ele disse, arqueando uma sobrancelha para mim, e ri para ele.
— É, acho que não — nós dois rimos.
Seguimos para a entrada, onde as despedidas estavam sendo feitas. Me aproximei da Emma, que conversava com a Bree, a Fer e a Tay. A abracei por trás e dei um beijo em seu pescoço.
— Está pronta? — ela assentiu com um aceno, sem virar para mim.
— Amanhã as meninas vão dar um rolezinho comigo, e você — Tay apontou para mim — vai ficar com os caras e as crianças.
— Não me recordo de ter concordado com isso — falei, em um tom firme.
Emma virou para mim e passou o nariz pelo meu queixo.
— É porque ainda não tínhamos conversado, mas se não quiser ficar com eles, a Savannah fica. — Encarei minha mulher por alguns segundos.
— Eu fico, não me importo. Mas aonde vão que nós não podemos ir? — Emma ia responder, mas a Taylor impediu.
— Ah, nem vem… — ela disse, puxando minha mulher de mim. — É coisa nossa. Coisa de “menina” e não de Dom intrometido. — Taylor bufou.
— Ainda não entendi essa coisa de Dom — Bree disse, confusa, e eu ri. Tay revirou os olhos antes de falar:
— Nem queira saber, Breezinha. Mas… — ela fez uma pausa e me olhou com malícia — Como uma boa amiga, explico a vocês depois. — Emma me olhou confusa; puxei minha mulher de volta.
— Pode deixar que para minha mulher eu explico, e você devia deixar isso com os caras.
— Deixar o quê? — Stan surgiu, parando atrás da Bree e abraçando sua cintura. Dom e Ozzie fizeram o mesmo com suas mulheres. Aubrey olhou para o namorado:
— A Tay ia nos explicar essa coisa de vocês de “Dom”, mas o Damien disse que são vocês quem têm que nos explicar.
— Está curiosa sobre isso, querida? — Ozzie perguntou à Fer, dando um beijo em seu rosto.
— Na verdade, eu já tenho uma noção do que se trata. Reparei que todos vocês têm a mesma postura. Mas quero ouvir de você — ela sorriu para ele, que disse alguma coisa em seu ouvido, fazendo-a corar.
— Também está curiosa, amor? — sussurrei no ouvido da Emma. Ela me olhou com aqueles olhos azuis.
— Um pouco… — ela mordeu os lábios e tive uma vontade tremenda de jogá-la no ombro, subir para o quarto e não só falar, mas mostrar a ela.
— Que sejam vocês quem contem… — a voz da Tay chamou nossa atenção. — Isso não interessa. O que me interessa é nosso rolê amanhã e vocês como babás.
— Eu já disse que podemos ir juntos; ficamos na praça de alimentação ou no parque com as crianças — Dom disse à esposa, que negou com a cabeça.
— Nem vem, grandão. Trato é trato, e de manhã você concordou.
— Você me induziu a isso — ele bufou em resposta, e ela riu, abraçando a cintura dele.
— Induzido ou não… — ela beijou o queixo dele e concluiu: — Você disse sim.
Todos nós rimos. No fundo, mesmo sendo dominantes na cama, fora dela eram elas que mandavam. Mas que a Emma não ouça um pensamento desse.
Conversamos mais alguns minutos, nos despedimos e seguimos para casa. A viagem foi tranquila; as crianças pegaram no sono no caminho. Quando chegamos, Emma pegou o Luca no colo e eu a Ellie. Entrei com ela em seu quarto e, assim que a ajeitei em sua cama, ela resmungou:
— Tio Dam, fica com a Ellie… — Sorri para minha princesa e deitei ao seu lado. Ellie colocou a cabecinha em meu peito e acariciei seus cabelos até que pegasse no sono novamente.
Eu olhava para ela, tão serena. O peito subindo e descendo em um ritmo que parecia certo. Depois do susto que nos deu, vê-la assim bem era um bálsamo. Fiquei ali a admirando; Ellie lembrava a Emma em cada pequeno detalhe.
Estava perdido naquele momento e não vi que minha mulher estava na porta nos encarando. Quando nossos olhos se encontraram, vi um brilho ali, algo que beirava a gratidão. Dei um beijo na Ellie, que resmungou mais uma vez, e saí da cama com cuidado.
Cheguei perto da Emma, que enlaçou os braços pelo meu pescoço e me beijou, lento, calmo, mas intenso. Quando nos separamos, ela me puxou, encostando a testa na minha.
— Obrigada… — Franzi a testa, confuso.
— Pelo quê? — Emma levantou os olhos para encontrar os meus.


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