Capítulo 103 — Pro que der e vier
Tristan Blackwood
— Stan...
Voltei a encará-la, tirei sua mão do meu braço e então respondi:
— Ok — falei, mesmo contrariado. — Se o filho for meu, você mora comigo até ele nascer.
— Obrigada! — ela disse, tentando me puxar de volta, mas me afastei.
— Mas que fique claro, Giovanna: estarei te ajudando pelo bebê. E assim que ele nascer, você segue sua vida. Eu não estou te aceitando de volta.
— Eu entendi — ela disse, com um sorriso satisfeito, e aquilo me incomodou.
Dam foi atrás da Esther explicar a situação; minha amiga logo organizou tudo. Depois disso, seguimos para fora do hospital. O Juan esperava por Esther; ela se despediu e seguiu com o marido. Encostei no carro do Damien e o Ambrose me encarou.
— O que vai fazer se o filho realmente for seu? Vai levá-la para casa? — Passei a mão no rosto, sentindo a frustração.
— Sim. Ainda acredito que não seja meu, mas, se for, farei o que for melhor para o bebê.
— Infelizmente a criança não tem culpa da mãe que tem — Dam disse, colocando a mão no meu ombro. — E você não vai estar sozinho; estaremos com você nesse processo. Por ora, até o resultado, o problema está resolvido.
— Na verdade, ele ainda tem um problema — Ozzie disse.
— Qual? — Dam perguntou, confuso.
— Aubrey. — A menção à minha mulher mexeu comigo. — Eu não acho que ela vai reagir bem quando descobrir que sua ex-noiva vai morar com você.
— Com a gente — Dam disse.
— Como assim? — perguntei.
— Você está morando em casa e não tem motivos para sair de lá. E você… — ele apontou para o Ozzie — vai vir para minha casa também.
— Eu? — Ozzie perguntou, irritado, e o Damien riu. — Ah, não, cara. Eu acabei de encerrar meu celibato, estou praticamente em lua de mel.
— Você e a Fernanda ficarão em casa, já decidi. Até porque não é só o Stan que vai precisar de você; eu também vou — ele respondeu.
— O que houve? — perguntei ao Dam.
— Não teremos só a Giovanna de visita.
— E quem é a outra? — Ozzie perguntou.
— Izabel. — O nome caiu como uma bigorna entre nós.
— Que merda! — Ozzie xingou.
— Você já contou à Emma?
— Não — ele me respondeu. — Mas vou contar hoje. Vou contar também sobre o acidente.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar