Capítulo 118 — O Jogo da Sedução
Taylor Costello
— E eu não sou boa apenas em imaginar os motivos dela para te chamar assim, mas sou muito melhor em imaginar o que eu sou capaz de fazer com a cara dela se ela ousar te chamar de "querido" mais uma vez na vida.
Minha voz saiu baixa, quase um sussurro letal, enquanto eu mantinha meus punhos firmes, esmagando o colarinho da camisa dele. Senti os braços massivos do Dominic envolverem a minha cintura com força, me puxando para ainda mais perto, anulando qualquer distância.
Ele inclinou a cabeça e encostou a testa na minha, um sorriso de canto quase imperceptível surgindo em seus lábios enquanto ele falava naquele tom baixo que costumava usar quando tentava me desarmar.
— Amor, você sabe o quão linda você fica com ciúmes.
Notei a diversão no rosto dele e aquilo foi o estopim. Empurrei o peito dele com toda a minha força, me soltando do seu aperto, e apontei o dedo na sua direção.
— Nem vem, grandão! Não pensa que vai fugir dessa conversa fazendo piadinha ou tentando me elogiar.
Cruzei os braços sobre o peito e bufei, fuzilando-o com o olhar. Dominic soltou uma risada curta, deu um passo à frente com aquela arrogância natural dele e me puxou de volta para os seus braços, ignorando o meu protesto.
— É sério isso, Taylor? Que você vai mesmo ficar com ciúmes de uma mulher que eu não vejo há mais de um ano?
Fiz uma conta rápida na minha mente, estreitando os olhos enquanto o encarava com desconfiança.
— Então você a viu depois que me trouxe para cá?
Ele soltou o ar, parecendo irritado com o rumo do interrogatório.
— Não. Eu a vi dias antes.
— Dias?! — gritei, a voz ecoando pelas paredes do quarto.
Dominic levou uma das mãos ao ouvido, fazendo uma careta e reclamando.
— Precisa gritar no meu ouvido, Taylor?
— Precisa! — respondi, ríspida, me afastando dele mais uma vez.
Comecei a caminhar de um lado para o outro pelo carpete do quarto, gesticulando no ar enquanto as peças se encaixavam na minha cabeça.
— Eu sabia! Era ela. A porra da roupa do primeiro dia no seu apartamento, o terninho social, a camisa de botão… Tudo faz sentido agora.
Parei abruptamente e apontei o dedo na direção dele, a indignação transbordando.
— E você ainda teve a audácia de me chamar de gorda naquele dia!
Dominic adotou uma postura séria, me corrigindo imediatamente, os olhos azuis fixos nos meus.
— Gorda não, gostosa. Eu só disse naquele dia que as roupas dela ficariam apertadas em você porque o seu corpo é diferente.
Ele tentou dar um passo na minha direção para encerrar o espaço entre nós, mas eu lhe lancei um olhar tão mortal que o grandão recuou um centímetro antes de concluir a sua defesa.
— Eu fui muito claro com você naquele dia no meu apartamento, Taylor. Eu disse que você era muito mais gostosa. E também te contei que ela era uma submissa e que o nosso contrato já tinha se encerrado, e que aquelas roupas iam para o lixo, pra você ver tamanha a relevância que ela tinha pra mim na época. — ele bufou como se aquilo fosse óbvio demais. — Eu nunca te enganei, nunca mais falei com ela e, para ser bem sincero, não estou entendendo o motivo desse exagero todo.
— Exagero? Eu estou exagerando, Dominic Costello? — debochei, a ironia pingando de cada palavra.
Mesmo sob a minha mira perigosa, ele não se importou. Dominic avançou com passos rápidos e decisivos e, antes que eu pudesse prever o seu movimento, me pegou no colo sem o menor aviso. Eu soltei um grito de surpresa, comecei a xingar, bati no peito dele e mandei que ele me soltasse imediatamente, mas o ogro me ignorou por completo, como se eu pesasse o mesmo que uma pluma.
Ele caminhou até a cama e se sentou, me mantendo presa em seu colo com os seus braços de ferro ao redor do meu corpo. Em seguida, ele segurou a minha nuca com firmeza e capturou a minha boca em um beijo impetuoso.
No começo, eu tentei resistir, mantendo os lábios cerrados e empurrando seus ombros tensos, mas ele forçou o beijo com uma possessividade tão avassaladora que meu corpo simplesmente traiu a minha mente. Cedi ao toque dele, abrindo os lábios e deixando nossas línguas se enroscarem com uma urgência quente.
Quando percebeu que eu finalmente tinha me acalmado e parado de debater, Dominic encerrou o beijo devagar. Ele colou a testa na minha de novo, a respiração dele batendo contra o meu rosto.
— Eu te amo. Você é a minha esposa. A minha vida. A mãe da minha filha.
Ele inclinou o rosto um pouco mais e passou o nariz pelo meu contorno, uma carícia que era nossa identidade desde o primeiríssimo dia em que nos conhecemos. Fechei os olhos involuntariamente, sentindo o meu peito amolecer diante do carinho.
— E nada no mundo vai ter o poder de mudar isso — ele continuou, o tom de voz baixo e seguro. — A Tiffany não foi um relacionamento amoroso, Taylor. Foi um contrato de Dom e submissa, baseado em regras e termos. Nada mais do que isso.
A raiva que me consumia acabou se dissipando, sendo substituída por uma necessidade absurda de sentir aquele homem. Envolvi o pescoço dele com os meus braços, o puxando para outro beijo.
Esse começou lento, saboreando a trégua, mas rapidamente ganhou uma intensidade violenta. Dominic me deitou nos lençóis com agilidade e se posicionou sobre o meu corpo, cobrindo-me por inteiro.
Suas mãos arrancaram as minhas roupas com uma urgência bruta que fez o meu sangue ferver. Eu o ajudei a se livrar da calça, arranhando suas costas musculosas enquanto ele descia os lábios pelo meu corpo, deixando marcas vermelhas na minha pele.
Dominic era um Dominador implacável na cama, ele gostava de ditar o ritmo e prender meus pulsos contra o colchão, me fazendo implorar por ele, mas eu sempre encontrava um jeito de dobrá-lo, de arrancar os grunhidos mais profundos da sua garganta e fazê-lo perder completamente a pose de agente controlado.
Quando ele entrou em mim com uma estocada forte e possessiva, eu joguei minha cabeça para trás, cravando minhas unhas em seu bumbum… (pera aí, bumbum não. Sua bunda deliciosa), e acompanhando o seu ritmo bruto até que o quarto fosse preenchido apenas pelos nossos gemidos e pelo som da cama rangendo. Nós fomos ao limite juntos, explodindo em um orgasmo que deixou nossos corpos trêmulos e suados.
Quando o sexo acabou, ficamos abraçados no centro da cama, recuperando o fôlego. Eu continuei com a minha mão espalmada sobre o abdômen dele, deslizando meus dedos de forma lenta, contornando cada um dos gomos definidos da sua barriga. Dominic quebrou o silêncio, a voz rouca.

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