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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 119

Capítulo 119 — Só você

Emma Anderson

A mente humana é um labirinto perigoso quando decidimos nos perder nele. Durante todo o caminho de volta para casa, meus pensamentos insistiam em orbitar ao redor da figura da Katy. Ver aquela mulher ressurgir na vida do Ozzie, depois de todo o histórico doloroso e da presepada que ela havia aprontado no passado, me deixou genuinamente incomodada.

O trajeto no carro foi imerso em um silêncio pesado; as crianças continuaram dormindo profundamente no banco de trás e o Dam e eu quase não trocamos palavras. Era como se cada um estivesse digerindo o seu próprio estoque de problemas.

Assim que estacionamos na mansão, o protocolo de cuidado com os pequenos assumiu o controle. Subimos as escadas em silêncio. Eu segui para o quarto do Luca com ele nos meus braços, enquanto o Damien seguiu em direção aos aposentos da Ellie com a minha irmãzinha adormecida.

Entrei no quarto do meu menino e o deitei com o máximo de cuidado na cama. Me inclinei, desamarrei e tirei seus sapatos pequenos, puxando o cobertor macio até cobrir seus ombros. Um sorriso bobo surgiu nos meus lábios ao observá-lo ali, completamente entregue ao sono dos inocentes.

Deixei um beijo terno em sua testa e já estava me afastando quando o ouvi murmurar, com a voz arrastada pelo cansaço:

— Te amo, Emma…

Meu coração derreteu por completo. Me inclinei novamente, encostando a minha testa na dele por um segundo, e murmurei de volta:

— Também te amo, meu menino. Agora volta a dormir.

Fiquei ali parada por mais alguns minutos, velando o sono dele até ter a certeza de que ele havia apagado de vez. Saí do quarto devagar e fechei a porta sem fazer ruído. No mesmo instante, ouvi o som suave da porta da Ellie se abrindo no corredor. Damien saiu de lá, fechando o espaço com o mesmo cuidado, e caminhou na minha direção. Sem dizer nada, ele estendeu os braços e me puxou contra o seu peito.

— Tudo bem? — ele perguntou, a voz baixa ecoando no corredor silencioso.

Assenti com a cabeça, relaxando contra o corpo dele.

— Ele está dormindo como um anjo.

Damien inclinou a cabeça e deixou um beijo demorado na curva do meu pescoço, me fazendo fechar os olhos.

— Eu não perguntei do Luca, querida. Perguntei de você. Você veio calada o caminho todo.

Damien percebeu a mudança sutil na minha expressão imediatamente.

— Querida, não coloca caraminholas nessa cabecinha linda — ele pediu, me dando um selinho rápido.

— Eu não estou colocando nada… — respondi, tentando disfarçar.

Damien arqueou a sobrancelha, me encarando com aquele ar de quem sabia exatamente o que eu estava sentindo. Bufei e revirei os olhos antes de admitir.

— Tudo bem. Talvez só um pouquinho de ciúmes em saber que existiram outras mulheres antes de mim.

Ele segurou o meu rosto entre as suas mãos espalmadas, me obrigando a encarar a imensidão daqueles olhos azuis implacáveis que eu tanto amava. Sua voz desceu para um tom baixo, rouco, me causando um arrepio imediato na espinha.

— Não importa quantas vieram antes, Emma. O que importa é que não vai existir absolutamente ninguém depois… Só você.

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