Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 146

Capítulo 146 — O Cerco Técnico

Giovanna Hampton

As palavras venenosas da Taylor Costello ainda ecoavam como uma batida de tambor violenta dentro da minha mente, fazendo minhas têmporas pulsarem de dor. Aquela cretina sabia. Ela não tinha apenas uma suspeita boba; ela tinha a certeza absoluta de que fui eu quem empurrou a maldita da copeira daquela escada.

E o pior de tudo é que, mesmo que por enquanto aquela acusação fosse apenas um palpite baseado no meu deslize na sala, eu sabia perfeitamente bem que assim que a Aubrey acordasse naquele hospital, tudo se confirmaria.

A farsa ruiria e eu seria jogada aos leões.

Eu estava completamente agitada, andando em círculos, sentindo o suor frio colar o tecido do vestido nas minhas costas. Eu já tinha ligado para a Verônica umas dez vezes, mandado dezenas de mensagens em tom de desespero no celular dela, e nada.

Aquela vaca simplesmente não atendia e não dava nenhum sinal de vida, me deixando inteiramente sozinha na linha de frente para segurar o rojão.

Foi então que, em meio a minha crise de ansiedade, eu ouvi o som de vozes masculinas e passos firmes vindo do corredor.

Caminhei a passos rápidos e silenciosos até a minha porta, que estava estrategicamente entreaberta, e espiei pela fresta. Vi três homens avançando pelo tapete. Todos eles ostentavam uma postura impecável, ereta, vestindo ternos escuros milimetricamente alinhados e exalando uma aura de autoridade que fez o meu estômago contrair.

No puro instinto de tentar descobrir o que estava acontecendo, abri a porta de uma vez e, forçando o meu melhor e mais sedutor sorriso, eu os cumprimentei.

— Olá.

Os três pararam no mesmo instante. Um dos homens, um dos mais bonitos que eu já tinha visto, por sinal, com olhos escuros penetrantes, pele morena e uma presença imponente que comandava o ambiente, foi o único a dar um passo à frente e me responder de forma polida:

— Como vai, senhorita Hampton?

Olhei para ele com o cenho franzido, a confusão nítida desarmando temporariamente o meu pânico. Vasculhei a minha memória, tentando associar aquele rosto marcante a algum evento em Nova York.

— Nos conhecemos? — perguntei, arqueando uma sobrancelha.

Ele assentiu com um leve e charmoso movimento de cabeça, embora seus olhos permanecessem frios e analíticos como os de um predador.

— Talvez a senhorita não se lembre de mim. Sou o Coletti, amigo do agente Costello.

O entendimento me atingiu com a força de um raio de alta voltagem no meio do peito, e a lembrança do casamento do Noah com a Juliet me veio à mente no mesmo instante.

— Sim… você também é agente, certo? Nos encontramos no casamento do Blake. — comentei, tentando manter a voz suave, mas por dentro senti o meu coração bater com tanta força contra a minha costela que cheguei a temer que ele pudesse ouvir.

— Exatamente. — ele respondeu, mantendo a postura firme.

Tentei desviar o foco da presença dele, adotando uma postura casual e apontando vagamente para o corredor deserto.

— Os meninos não estão em casa no momento. Acredito que ainda estejam todos lá no hospital geral, esperando aflitos por notícias da copei… — engoli a palavra em seco, me corrigindo na velocidade de um piscar de olhos para não piorar a minha situação. —…da Aubrey. Esperando notícias da Aubrey.

Mais uma vez, o agente Coletti assentiu de forma polida, embora eu pudesse jurar que vi um brilho de desdém passar por suas pupilas escuras.

— Sim, eu sei. Na verdade, foi o chefe quem nos mandou vir aqui hoje, a pedido expresso do senhor Knight.

Antes que eu pudesse formular outra pergunta para sondar o terreno, um dos homens do terno alinhado, que havia se afastado por alguns minutos para inspecionar o final do corredor, aproximou-se a passos rápidos.

— Coletti, o chefe da segurança da mansão já está nos esperando lá embaixo, no escritório principal. — o homem avisou em tom baixo.

O agente moreno acenou positivamente para o colega antes de voltar a sua atenção diretamente para mim, exibindo um sorriso de canto que não chegou aos seus olhos.

— Foi muito bom vê-la novamente, senhorita Hampton. Agora, se nos der licença, temos um trabalho a fazer.

As palavras simplesmente morreram na minha garganta. O pânico voltou a travar a minha mandíbula, e tudo o que consegui fazer foi responder com um balançar de cabeça tenso e rígido. Fiquei estancada, feito uma estátua no meio do corredor, apenas assistindo àqueles três homens descerem a grande escadaria com passos pesados e sincronizados.

Assim que eles sumiram completamente de vista escada abaixo, dei as costas, corri de volta para o interior do meu quarto e bati a porta. Peguei o meu celular com as mãos trêmulas e comecei a discar o número da Verônica novamente, quase quebrando a tela de vidro de tanto apertar.

— Atende, porra! Atende!! — murmurei em um sussurro carregado de puro desespero enquanto ouvia o som da chamada chamar até cair na caixa postal mais uma vez.

Joguei o aparelho sobre o edredom e comecei a andar de um lado para o outro no quarto, roendo as unhas, sentindo a minha sanidade escorrer pelo ralo.

— O que eu vou fazer? Pensa, Giovanna… pensa, sua idiota… — comecei a murmurar para mim mesma, tentando forçar o meu cérebro a encontrar uma saída de emergência naquele labirinto.

Parei no meio do quarto, respirando de forma compassada enquanto tentava me apegar a qualquer fiapo de esperança. Se o chefe de segurança do Damien fosse o tal infiltrado que a Verônica tinha subornado… talvez, apenas talvez, eu estivesse me preocupando totalmente à toa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar