Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 39

Capítulo 39 — Ultrapassado

Aubrey Fox

Curtir a nossa folga nessa boate foi a melhor decisão que Emma e eu tivemos. O senhor Blair é maravilhoso, atencioso... que homem, senhor… que homem.

E, mesmo com o nosso incidente com aqueles babacas, a noite só melhorou. Sei que foi um choque para a Emma ver o senhor Knight aparecendo, mas preciso confessar que ver, ao lado dele, o homem que tem tomado conta de todos os meus sonhos e, ainda por cima, esmurrando um cara por minha causa… Santo Deus. Isso não mexeu só com as minhas estruturas; mexeu comigo por inteiro.

O senhor Blackwood não só me defendeu como, neste exato momento neste exatinho momento, está com as mãos possessivamente em minha cintura, com as minhas costas coladas em seu peito, me deixando senti-lo por inteiro. E preciso dizer: eu estou adorando o que estou sentindo… Ô, se estou.

— Preciso ir ao banheiro — anunciei, me virando e me afastando dele.

— Vou com você.

— No banheiro feminino? — perguntei, arqueando a sobrancelha para ele.

— Eu não entro… — ele disse, me puxando de volta para o seu peito. — Só se você pedir — ele sussurrou em meu ouvido, e senti um calor em lugares impróprios… ou não tão impróprios assim.

Coloquei a mão no peito dele e tentei, miseravelmente, me fazer de difícil.

— Então está fácil assim?

Tristan me puxou ainda mais para perto e, antes que ele me respondesse, Emma e o senhor Knight se aproximaram.

— Bree, Damien e eu vamos embora — minha amiga avisou.

— Já? Mas estamos de folga! Você me prometeu um porre e pernas moles de tanto dançar. — Fiz cara de cachorrinho que caiu da mudança, aquela carinha que aprendi com a Ellie.

Emma me puxou e sussurrou em meu ouvido para que somente eu escutasse:

— Amiga, esquece o porre. E quanto às pernas moles… — Emma se afastou e olhou para o Tristan. — Acho que outra pessoa pode te ajudar.

Eu belisquei a Emma.

— Ai! — ela disse, e eu sorri satisfeita.

— Vamos? — Damien perguntou, passando a mão pela cintura dela.

Nos despedimos e, mesmo gostando da ideia de ter Tristan como companhia, ainda queria minha amiga curtindo aqui comigo. Eles saíram e segui para o banheiro com o senhor Blackwood ao meu lado. Ele encostou na parede ao lado da porta e me disse:

— Te espero aqui.

Assenti com um aceno e entrei no banheiro, que, por sinal, estava lotado. Depois de umas dez meninas, chegou a minha vez. Usei o banheiro rapidamente, fui até a pia, lavei as mãos, ajeitei o cabelo e retoquei a maquiagem.

Assim que saí, Tristan não estava mais ali; provavelmente deve ter cansado de me esperar. Segui para a pista e ele também não estava; decidi ir até a área VIP onde estávamos antes. Quando cheguei, parei por um segundo tentando absorver a cena. Na verdade, eu via, mas meu cérebro parecia não querer acreditar.

Ambrose estava sentado conversando e rindo com uma morena linda. E Tristan tinha uma loira ao seu lado, a mão no peito dele o alisando, cochichando em seu ouvido; a cretina estava praticamente no colo dele. E o pior de tudo: ele estava deixando.

Eles não me viram ali, então eu também fingi que não os tinha visto. Dei meia volta e fui até o bar.

— Uma tequila, por favor.

O barman me deu uma dose e eu a bebi de uma vez.

— Mais uma — falei. Ele sorriu para mim e serviu outro. Isso durou alguns minutos; tomei uns cinco shots seguidos.

Um cara parou ao meu lado; um sorriso fácil, camiseta tão colada no corpo que juro que consegui contar cada gominho daquele abdômen.

— Se sua intenção é ficar bêbada, está no caminho certo — ele disse.

Olhei para ele e, por um segundo, fiquei pensando… será que isso era uma cantada? Porque, se fosse, era péssima. Virei para ele e decidi mostrar como era uma cantada de verdade.

Caminhei meus dedos pelo balcão até chegar em seu braço e comecei a traçar as tatuagens à mostra; fechei a distância entre nós e mantive meus olhos nos dele.

— Se sua intenção era chamar minha atenção… — desci meus dedos com cuidado até o abdômen dele — seu tanquinho está fazendo um ótimo trabalho.

Ele riu, jogando a cabeça para trás. A risada dele era gostosa. Sem aviso, ele passou o braço pela minha cintura e sussurrou em um tom grave que causava arrepios:

— Resumindo… — ele começou — estamos ambos fazendo um ótimo trabalho.

Eu queria responder algo engraçado ou tentar manter a “Bree ousada”, mas meu mundo girou. Acho que era o efeito dos três… ou foram seis? Não importa; os shots estavam me avisando que fui com muita sede a garrafa. Me afastei do cara à minha frente.

— Acho que vamos ter que deixar esse trabalho para outro dia — falei e dei mais um passo para trás, mas ele me segurou.

— Outro dia? De jeito nenhum. Quero aproveitar agora — ele falou, tentando me puxar, mas me desvencilhei do seu toque.

— Mas eu não quero! — rebati e me virei.

Só que o cara era persistente; ele me envolveu pela cintura. O mundo ainda estava girando, mas consegui levantar a perna e cravar a ponta do meu salto no pé dele.

— Ai, sua cretina! — ele xingou e me empurrou. Antes que eu encontrasse o chão, dois braços me apararam.

— Você está bem? — Era o Tristan.

— Sim — respondi.

Ele me ajeitou. Ambrose também estava ali e me puxou para ele.

— Gosta de empurrar mulheres? — Tristan perguntou, dando um empurrão no peito do homem.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar