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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 42

Capítulo 42 — Estou aqui

Damien Knight

— Emma… — Chamei seu nome, tocando seu rosto. Ela estava gelada, pálida; a respiração, que antes estava ofegante, agora era quase imperceptível.

Insisti em chamá-la, mas eu não tinha resposta alguma. O desespero foi tomando conta de mim; alcancei o telefone no criado, ligando direto para o quarto de Leah.

— Em?! — ela perguntou, confusa, com a voz sonolenta.

— Sou eu, Leah. Peça para o motorista preparar o carro agora. Preciso levar a Emma ao hospital.

— Claro, senhor — ela respondeu e logo desligou. Tentei acordar a Emma mais uma vez.

— Em, acorda, querida, por favor… — As palavras saíram da minha boca com tanta facilidade que me assombraram por um instante. Eu não sou do tipo carinhoso; sou do tipo prático. Mas com ela… tudo era diferente. E intenso demais.

A peguei no colo com cuidado e segui para fora do quarto. No corredor, encontrei Tristan.

— Dam, o que houve? — ele correu na minha direção.

— Acordei com ela gritando. Cheguei em seu quarto e ela parecia estar sonhando. Ela acordou por alguns segundos, depois desmaiou; agora não acorda.

— EM!! — Bree se aproximou de nós. — O que aconteceu? Ela… ela está muito gelada — a garota disse com as mãos trêmulas, enquanto tocava no rosto da Emma, com a voz embargada.

— Eu já pedi ao motorista para pegar o carro. Estou indo com ela ao hospital.

— Vai assim, sem camisa, descalço? — Stan me perguntou, mas eu nem respondi; só desci as escadas rápido para a entrada, onde o motorista nos esperava.

James abriu a porta para mim e entrei no banco de trás com Emma em meu colo. Ela parecia tão pequena, tão frágil, e aquilo estava mexendo em lugares nunca alcançados dentro de mim. Desci meus lábios nos dela em um selinho e depois murmurei:

— Acorda, Em. Fala comigo, me diz o que aconteceu.

Notei que James me olhava de relance pelo retrovisor. Encontrei os olhos dele, e ele logo desviou. Vi o carro de Tristan logo atrás de mim; eu imaginei que meu amigo não me deixaria vir sozinho. Chegamos ao hospital e desci correndo.

— Preciso de alguém para atendê-la — falei em meu tom habitual. Aquele que abre as portas até do inferno.

Uma enfermeira se aproximou, já com uma maca.

— O que aconteceu?

— Ela acordou no meio da noite gritando, suando frio, ofegante e, de repente, desmaiou e não acordou mais.

— Ok. Por favor, a coloque aqui que vou levá-la para dentro.

Mesmo relutante, eu obedeci e comecei a seguir a maca, segurando suas mãos ainda geladas.

— O senhor pode esperar aqui.

— De jeito nenhum — rosnei.

— Senhor… — a mulher começou em um tom calmo. — Ela precisa ser atendida imediatamente para entendermos o que está acontecendo.

— E ela vai ser atendida comigo ao seu lado — rebati.

A mulher suspirou em derrota.

— Tudo bem. O senhor pode ir fazer a ficha dela na recepção. Assim que estiver pronto, alguém o levará até ela.

Assenti, dei um beijo em sua testa e fiquei ali olhando a maca passar pela porta, que se fechou logo em seguida. Fui até a recepção, abri a ficha da Emma e, quando perguntaram meu grau de parentesco, respondi sem hesitar:

— Namorado.

Assim que acabei, Tristan e Aubrey se aproximaram.

— E aí? — ele perguntou.

— A levaram para dentro. Estou aguardando virem me buscar, só estava fazendo a ficha dela.

— Eu trouxe para o senhor — Bree disse, me entregando uma camiseta e um tênis.

— Obrigado — respondi, já me trocando ali no corredor mesmo.

Vi Tristan puxar a garota pela cintura e encostá-la em seu peito. Encarei meu amigo por alguns segundos, que retribuiu o olhar com algo que dizia “é isso mesmo”. Optei em não falar nada, eu já sabia que isso aconteceria.

A enfermeira disse que alguém me levaria até Emma, mas não foi isso que aconteceu; fiquei esperando no corredor, e a espera estava começando a me irritar.

— E do que ela precisa agora? — perguntei, sentindo algo estranho dentro de mim.

— Neste momento ela está estabilizada. Administrei um calmante só para ajudá-la a relaxar; ela vai ficar sonolenta nas próximas horas, mas vai ficar bem.

— Obrigado, Esther.

— Não me agradeça por isso, querido. — Ela pegou minha mão com carinho. — Mas, Damien, o que a Emma precisa agora não é só descansar. Ela precisa parar de carregar tudo sozinha.

— Eu já disse para ela que estou aqui. Ela sabe disso.

— Tenho certeza de que ela sabe, mas, para a Emma, neste momento, isso não é o suficiente. Saber que tem alguém é diferente de ter. Ela não precisa de palavras; ela precisa de atitudes, de segurança. Precisa da certeza de que você realmente está ali e que ela pode confiar em você.

— O que me sugere?

— Talvez um acompanhamento psicológico. Se as coisas foram como mencionou nos últimos dois anos, o que aconteceu hoje foi ela nos mostrando que está no limite. E faça o que eu te disse: conquiste a confiança da sua namorada para que ela se sinta segura em sempre conversar com você.

— Eu vou fazer isso. — falei convicto de que irei conquistar a confiança da Emma. — Posso vê-la agora?

Esther assentiu e entramos no box. Emma estava dormindo; o peito dela subia e descia como se estivesse em um sono profundo. Me aproximei, peguei sua mão com cuidado; ela estava quente desta vez. A levei até meus lábios e passei a mão em seu rosto.

— Vou deixá-los a sós — Esther anunciou. — Vou preparar a alta dela, deixar prescrita uma medicação por alguns dias para ajudá-la a relaxar por completo. Assim que ela acordar, vocês podem ir para casa.

— Obrigado — falei, e com um sorriso Esther nos deixou sozinhos.

Passei novamente a mão por seu rosto, a necessidade de tocá-la era insuportável. Levei meus lábios até os dela em um selinho demorado.

— Eu vou te provar que pode confiar em mim, Emma — falei, com o rosto ainda colado no dela. — Vou te mostrar que você não precisa carregar mais nada sozinha… — Encostei minha testa na dela e concluí: — Porque eu estou aqui.

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Agora o gelo derreteu de vez. 😅😅

Meninas mais capítulos mais tarde, ok?

Obrigada.

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