Capítulo 49 — Se é lá que está
Damien Knight
Saí do meu quarto para ir ao escritório esperar por John e, assim que cheguei ao corredor, encontrei Emma e as crianças. Assim que me viram, os dois pequenos correram até mim.
— Já estamos prontos, tio Dam! — Ellie disse. Peguei ela e Luca no colo, sentindo o peso familiar e acolhedor dos dois.
— Vocês são rápidos — falei, dando um beijo no topo da cabeça de cada um.
— Eu ainda preciso me trocar. Pode ficar com eles um minuto? — Emma pediu, ajeitando o cabelo de Luca.
— Vou descer para o escritório. John está chegando, tenho umas coisas para resolver antes de sairmos.
— Ah, tudo bem. Vou pedir para a Savannah, então. Vem, crianças, vamos ficar no quarto com a tia Sa.
Coloquei os dois no chão. Emma pegou na mão deles e os levou até o quarto de Savannah. Fiquei ali, parado no corredor, apenas esperando que ela voltasse. Eu não precisava, mas queria aqueles poucos segundos a sós. Quando Emma saiu do quarto e fechou a porta, eu a puxei para mim antes que ela desse o primeiro passo.
— Damien! — ela exclamou, rindo contra o meu peito, as mãos espalmadas nos meus ombros.
— Prometo que não vou demorar — sussurrei, mergulhando o rosto na curvatura do seu pescoço, inspirando aquele perfume de baunilha.
— Sem problemas — ela respondeu, relaxando o corpo contra o meu e envolvendo meu pescoço com os braços. — Vou me trocar, pego as crianças e te espero na sala. Pode ir tranquilo.
Eu deveria ir. John já devia estar cruzando os portões. Mas a forma como a luz da manhã batia no rosto dela, destacando a doçura do seu sorriso, me prendeu ali. Segurei sua nuca com firmeza, os dedos se perdendo em seus fios macios, e a puxei para um beijo que começou como um selinho de despedida, mas rapidamente se transformou em algo muito mais profundo.
Foi um beijo faminto, carregado da promessa de que o nosso dia estava apenas começando. Senti a respiração dela falhar e o corpo vibrar contra o meu, uma sintonia que me deixava tonto. Minha língua explorou a dela com uma possessividade que eu não tentava mais esconder. Eu a queria, e cada vez que a tocava, parecia que semanas de desejo acumulado vinham à tona.
Com uma relutância que beirava a dor física, rompi o contato, deixando nossos lábios a milímetros de distância. Emma estava ofegante, as bochechas coradas e os olhos brilhando de um jeito que quase me fez cancelar a reunião com John.
— Agora eu realmente preciso ir — murmurei, dando um último beijo em sua testa.
Ela sorriu, aquele sorriso que desarmava todas as minhas defesas, e seguiu para o seu quarto. Fiquei a observando até que a porta se fechasse, sentindo uma leveza que eu não conhecia.
Desci para a sala, chamei por Leah e pedi para que autorizasse a entrada do John e o encaminhasse ao escritório assim que ele chegasse. Ela assentiu e eu segui meu caminho, sentindo o peso da realidade voltando a cair sobre meus ombros a cada passo que eu dava.

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