Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 50

Capítulo 50 — Domingo

Emma Anderson

Damien e eu nos entendemos depois da partida da Verônica e acabamos sendo descobertos pela Ellie. Eu vi nos olhos da minha irmã a esperança de termos uma família novamente, de Damien e Luca fazerem parte das nossas vidas para sempre.

Só que eu não podia deixar minha irmã se iludir dessa maneira, por mais que esse também seja o meu desejo. E eu não desejo isso só pelos meus sentimentos por Damien, que se intensificam a cada toque, mas pelo meu amor incondicional pelo Luca.

Mas… mesmo assim. Mesmo diante de todos esses sentimentos, não posso me iludir e nem fazer isso com a Ellie, porque eu sei que, assim que o Damien descobrir a verdade, ele não vai me perdoar. Acho que é esse medo que me impede de contar a ele sobre aquela noite. O medo de perdê-lo para sempre. De perder o Luca.

Peguei as crianças e ficamos na sala esperando por Damien. Passaram alguns minutos e ele apareceu com John ao seu lado.

— Em — John disse com um sorriso, e me cumprimentou com um abraço carinhoso que retribuí, como sempre.

— Joe, como está?

Ouvimos um “hum”. Assim que nos separamos, revirei os olhos para o Damien. John nos olhou confuso; meu namorado veio para o meu lado e me puxou pela cintura.

— Não sei se gosto dessa agarração com a minha namorada, John. — O rapaz ficou vermelho.

— Na… namorada, senhor?

Damien deu um beijo em minha têmpora antes de responder seco:

— Sim.

— Me desculpe senhor... Em e eu, sempre, nós só.

— Tá tudo bem, Joe. — falei com um sorriso.

— Certo. — ele resspondeu em um tom trêmulo.

John se despediu sem graça. E me virei para o Damien:

— Isso foi mesmo necessário? — Ele me deu um selinho e murmurou, com os lábios ainda colados nos meus:

— Foi. — Balancei a cabeça em negação.

Peguei Luca no colo, Damien a Ellie, e seguimos para fora, onde James já tinha o carro pronto. Arrumamos as crianças nas cadeirinhas e ele sentou ao volante, comigo ao seu lado. A viagem até o shopping foi tranquila. Ellie, como sempre, falou até “pelos cotovelos”, com Damien dando moral para ela a cada palavra.

Luca, como sempre, estava calado, mas cada dia mais ativo. As palavras ainda não saíam, mas ele se expressava bem melhor e, de alguma maneira, ele e minha irmã se entendiam perfeitamente; ela era sua porta-voz.

— Tio Dam, o Luquinha quer ver o filme dos heróis.

— Não sabemos ainda que filme está em cartaz, El — respondi no lugar do Damien. Minha irmã revirou os olhos para mim.

— Em, eu já vi no tablet.

— E quem te ensinou isso? — perguntei a ela. Ellie deu de ombros antes de me responder:

— O tio Stan disse que é só falar assim, ó: “OK G****e”, e ele fala comigo. Aí eu perguntei. Né, Luquinha? — Meu menino assentiu com a cabeça freneticamente e Damien e eu rimos.

Chegamos ao shopping e fomos direto para o cinema. Mas as sessões só começariam em uma hora e meia; sugeri, então, levarmos as crianças para almoçar em algum lugar e Damien concordou.

Ele deixou a critério deles escolherem e, claro, minha irmã escolheu hambúrguer e induziu Luca a querer também. Entramos no restaurante; Damien pediu uma mesa em um lugar mais isolado e a garçonete nos conduziu para o fundo, onde havia algumas mesas vazias.

— Nosso cardápio — ela nos disse com um sorriso. — Assim que escolherem, é só chamar.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar