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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 57

Capítulo 57 — O Peso do Fim

Emma Anderson

Tirei tudo o que estava dentro de mim. Mas, se era para sentir paz depois… o efeito foi completamente o oposto. Eu estou destruída. Perdida. Com medo. E com uma dor insuportável dentro do meu peito.

Foi por isso que eu fugi desse momento, porque sabia que ele me odiaria. Pelo acidente. Pela mentira. Mas nunca imaginei que ele pensaria que me aproximei dele pela culpa que sinto, pelo que Clara me disse antes de morrer. Será que Damien não percebe o quanto eu sou apaixonada por ele?

— Sinto muito, senhorita Anderson. Não dá mais para mim. Estou rescindindo nosso contrato — ele disse, sem nem mesmo olhar para mim; se manteve de costas. — Sua dívida está perdoada. Pedirei ao John que cuide de tudo. Te darei uma compensação pela quebra do contrato para que consiga se manter e arcar com os custos médicos da Ellie por um tempo.

— Dam, por favor… — falei entre os soluços. A dor estava me dilacerando por dentro, era como se meu peito estivesse se abrindo.

— Eu viajo pela manhã. Quando retornar, eu não quero vê-la aqui — ele disse e saiu.

— Não, Dam… por favor, me escuta. Por favor!! — Levantei do chão e fui correndo até ele. — Damien, por favor. — Parei na sua frente. Eu sentia meu corpo inteiro tremer, minha respiração falhar, mas nada disso importava. Eu só queria que ele me perdoasse.

— Emma, saia da minha frente. Eu quero ir para o meu quarto, dormir; viajo cedo.

Por puro impulso e desespero, envolvi meus braços ao redor da sua cintura.

— Não faz isso, não me ignora. Fala comigo, por favor, me perdoa.

Ele se manteve impassível. Ele não me afastou, mas não me abraçou de volta, e aquilo doeu.

— Emma… — a voz dele veio firme. — Me solta.

Eu soltei… mesmo relutante, eu soltei. Levantei os olhos para alcançar os dele.

— Acabou? — perguntei em um fio de esperança, tentando acreditar que ele só estava com raiva, mas ainda gostava de mim… como eu gostava dele.

— Sim — respondeu, seco. — Acabou.

Dei um passo para o lado, dando passagem a ele, que subiu as escadas sem olhar para trás. Minhas pernas cederam; eu desabei. Eu chorei. Eu gritei sem me importar com nada. Me encolhi no chão e deixei a dor extravasar à sua maneira. Eu tinha acabado de perder a melhor coisa que me aconteceu depois de tudo de ruim que me aconteceu.

— Emma? — Ouvi uma voz me chamando e, quando olhei, era a Bree com Stan ao seu lado. — Meu bem, o que aconteceu? — ela disse, agachando ao meu lado.

— Ele… eu… — Não consegui falar; me agarrei à única amiga que tinha.

— Fala comigo? — ela pediu. — Onde está o senhor Knight? Quer que eu o chame?

Neguei com a cabeça.

— Ele terminou comigo… e… me mandou embora.

— O quê? — a pergunta veio do Tristan. — Isso é impossível.

Não consegui responder. Bree me abraçou mais.

— Não tenho para onde ir, Bree. O que eu vou fazer? Como vou viver sem o Dam e sem o Luca? Eu não consigo.

Minha amiga nos separou só o suficiente para me encarar e segurou meu rosto entre as mãos. As lágrimas escorriam por seu rosto assim como no meu.

— Eu não sei o que aconteceu, Em. Mas por que não subimos? Você descansa e amanhã, quem sabe…

— Não tem amanhã… — murmurei. — Ele não me quer mais aqui. Disse que, quando voltar, quer que eu já tenha ido embora.

Bree desviou o olhar do meu e olhou para o Tristan.

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