Capítulo 76 — O que você disse?
Damien Knight
Finalmente Emma e eu nos acertamos. Não como planejei, confesso que fui pego de surpresa, mas eu jamais reclamaria. O importante é que estamos juntos de novo e, neste exato momento, ela está com a mão na minha e a cabeça no meu ombro, assistindo a um dos meus melhores amigos se casar.
Eu preciso confessar que a presença da Verônica me incomoda, principalmente porque ela age como se fizesse parte da minha vida, como se tivesse relevância e importância. E ela não poderia estar mais errada.
O fato de eu manter o tom educado não significa que a quero de volta. E agora que ela está me vendo com a Emma, espero que isso fique bem claro. A cerimônia acabou, e o Ozzie e o Atlas viraram para trás.
— Dam… — meu primo começou. — O Eli quer uma foto da fraternidade, replicar a que fizemos quando nos formamos.
— Vamos só esperar os cumprimentos aos noivos acabarem — Atlas completou, no mesmo instante em que Noah e Declan se aproximavam.
— Já sabem da foto? — Declan nos perguntou.
— Sim — respondi. — O Ozzie e o Atlas acabaram de me contar.
— Podíamos ter feito no seu casamento, Noah. Estávamos todos aqui — Stan disse lá da frente.
— Eu me recusava, redonda daquele jeito — a voz da Esther surgiu. — Tinha acabado de descobrir a gestação da Carina. — Todos nós rimos, e ela se virou para minha mulher. — Emma, bom te ver, querida. Como está se sentindo?
— Estou bem, doutora — minha mulher respondeu com um sorriso.
— Doutora não, por favor. Aqui sou Esther — ela disse, e Emma sorriu.
O pessoal conversou mais um pouco. Emma, Bree e Savannah logo se entrosaram com as meninas. Verônica passou o tempo todo nos observando; ela não dizia nada, não participava das conversas. Ainda não entendia o motivo de o Elijah tê-la convidado, mas também isso não cabia a mim.
A babá dos Blake convidou o Luca e a Ellie para irem com eles na área onde estavam os brinquedos. Emma resistiu em deixar a irmã ir por sua saúde, mas Esther garantiu que era seguro, e minha mulher cedeu.
— Vamos lá cumprimentar os noivos? — sussurrei em seu ouvido, e ela assentiu. Pedimos licença a todos e fomos de mãos dadas até lá. A sensação de tê-la assim, ao meu lado, era incrível.
— Eli… — falei abraçando meu amigo, enquanto Emma abraçava Mia.
— Obrigado por estar aqui, irmão — ele disse, ainda abraçado a mim.
— Não perderia por nada esse momento de vocês. — Nós nos separamos; ele olhou para Mia e Emma, que conversavam, e disse:
— Não perca mais nada importante. — Sorri para ele.
— Não vou, prometo. — Elijah deu dois t***s no meu ombro.
— E eu acredito em você.
Os cumprimentos acabaram, e puxei a Emma para um canto isolado.
— Dam! — ela disse rindo. — Aonde está me levando?
Mas não respondi com palavras. A puxei para mim e a beijei. O beijo começou lento, carregado de saudade. Não que, depois que terminamos, não tenha rolado nada; eu roubava beijos dela sempre que conseguia. Mas agora era diferente: era eu mostrando a falta que senti de beijá-la sabendo que ela era minha.
— Amor… — ela disse, ainda com os lábios nos meus. — Estamos em um casamento, cheio de pessoas. — Emma riu. Colei minha testa na dela.
— Eu sei, mas estava louco de vontade de te beijar, de dizer o quanto você está linda e como estou feliz de você ter me perdoado e voltado para mim.
Emma envolveu os braços pelo meu pescoço e deu um beijo no meu queixo.
— Também estou feliz. — A beijei novamente. Quando nos separamos, fui até onde os caras estavam, já se preparando para a foto.
— Precisam ser duas — Esther estava dizendo quando nos aproximamos.
— Por que duas? — Elijah perguntou, confuso.
— Porque vamos replicar a da fraternidade e a do Paradise — ela disse, como se fosse óbvio. — O Chris e o Dom não estavam na da faculdade.
— Sabe que o Juan morre se te ver usando a roupa que usou na inauguração da Paradise, né? — Chris perguntou a ela, e todos nós rimos.
— Que pena. Então vou ficar viúva, pois estou com ela por baixo do vestido. — O marido da Esther, Juan Rivera, se aproximou neste exato momento.
— Que roupa, cariño? — Esther envolveu o pescoço do marido.
— Também fiquei curiosa. — Stan e eu trocamos um olhar, e ele respondeu à namorada:
— Eu te conto depois. — Ela assentiu, mesmo visivelmente contrariada.
Emma passou o braço pelo meu pescoço.
— E eu? Também só vou descobrir depois? — Passei o nariz por seu rosto.
— Sim, depois. Mas bem… depois. — Ela riu.
— Para quem não gosta de segredos, já me deve dois. — olhei para ela, confuso. — Sim, esse de agora — ela olhou rapidamente para o lugar onde tiramos a foto. — E o que me disse que contaria depois do casamento, ou se eu voltasse para você. Acho que pode me contar agora. — Emma me deu um sorriso malicioso.
No meio de toda essa alegria, eu me esqueci por alguns segundos sobre a Clara, o acidente e o que o Vincent descobriu.
— Você tinha que ter voltado naquele dia para descobrir, aquele era o acordo. Agora, só depois do casamento… — beijei o pescoço dela.
— Babaca… — ela respondeu.
— E, mesmo assim, você me ama… — falei meio sem pensar, em um tom de brincadeira.
— Amo mesmo — Emma respondeu, sem hesitar. Me separei dela só para encará-la.
— O que você disse? — perguntei, tentando processar o que tinha ouvido.
— Eu disse… — ela começou. — Eu te amo, Damien Knight.
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Olá meninas, infelizmente passei por uma fase difícil nessas últimas semanas. Além dos meus problemas que já são conhecidos por muitas de vocês. Perdi uma pessoa muito querida e importante há poucos dias atrás.
Mas pretendo voltar às minhas atividades à partir de hoje, grata pela compreensão e espero que não desistam da história apesar das minhas falhas.
Um beijo no coração de cada uma.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar