Capítulo 77 — Que merda é essa?
Emma Anderson
Eu não me lembrava de quando tinha sido a última vez em que me diverti tanto, em que me senti parte de algo importante como hoje. Os amigos do Damien, os "irmãos", como eu os ouvia se chamarem e suas esposas eram pessoas incríveis.
Os caras, todos atenciosos e educados; e as meninas, acolhedoras e divertidas.
Quando finalmente a “tal foto” saiu, Damien veio até mim. Perguntei a ele sobre o “ajoelha”, mas ele fugiu do assunto.
— Babaca… — falei, enquanto ele beijava meu pescoço.
— E, mesmo assim, você me ama… — ele disse, com os lábios ainda na minha pele, causando-me arrepios.
— Amo mesmo — respondi, e senti ele travar, levantando o rosto para me encarar.
— O que você disse? — perguntou, e notei a confusão em seu rosto.
— Eu disse… — comecei. — Eu te amo, Damien Knight.
Damien encostou a testa na minha e respirou fundo.
— Também te amo, amor… muito. Mas do que pensei ser possível um dia. — Ele disse com uma intensidade que tocou a minha alma, depois me beijou sem se importar onde estávamos.
— Meu Deus, o que colocaram na água desse casamento? — a voz de Taylor chamou nossa atenção. Nos separamos, e todos estavam olhando para nós.
— Tenho que concordar com a minha mulher — Dominic falou, puxando-a pela cintura. — Vocês estão muito emocionados.
— Falou o mais emocionado de todos — Declan rebateu, e todos riram.
— Ok, ok… — Elijah começou. — Agora vamos entrar; tenho convidados para recepcionar e uma festa para inaugurar.
Todos seguimos para a tenda onde o jantar seria servido, mas no meio do caminho Dam me parou, colando minhas costas em seu peito, e sussurrou em meu ouvido.
— Mas tarde quero ouvir essa declaração de novo.... — ele mordeu o lóbulo da minha orelha. — Só nós dois, de preferência na minha cama.
— Dam! — chamei sua atenção sentindo meu rosto esquentar.
— Te amo querida... — virei o rosto para encará-lo.
— Pensei que a declaração era só para mais tarde? — perguntei com diversão, ele beijou meu ombro antes de responder.
— A sua, a minha vai ser toda hora que eu tiver vontade. — balancei a cabeça e ri pra ele e seguimos para alcançar o restante do grupo.
Damien e eu estávamos de mãos dadas quando entramos, e meus olhos foram diretos nela: Verônica. Ela estava sentada em uma mesa sozinha, com uma taça na mão, nos encarando. Desviei os olhos dos dela e olhei para o Dam.
— Amor, vou dar uma olhada nas crianças.
— Vou com você. — ele respondeu.
— Ah, não, cara! Pelo amor de Deus, desgruda um pouco. — Ozzie disse, passando os braços pelo ombro do Damien. — Uma das meninas pode ir com ela; você vai tomar uma com a gente antes do jantar ser servido.
Damien me olhou buscando aprovação. Dei um selinho nele e murmurei:
Dei uma última olhada nas crianças; elas estavam tão felizes e pareciam totalmente adaptadas ao ambiente. Assenti às palavras da Tay e seguimos para fora.
— Em, queria ir ao banheiro antes de voltarmos — Bree me disse.
— Acho que é por ali — apontei para um corredor logo à frente; depois, me virei para a Tay: — Estamos indo ao banheiro.
— Eu vou junto. Depois corremos para sentar naquelas mesas e encher o bucho porque, é sério… — Tay colocou a mão na barriga — Estou morrendo de fome.
— Também estou — Bree avisou. — Mas, neste momento, esvaziar a bexiga é mais urgente do que forrar o estômago. — Eu ri do jeito das duas de falar; a Tay não falava como as outras, mais formal. Ela era simples como a Bree e eu.
Entramos no banheiro e fomos cada uma para uma cabine. Eu saí primeiro e ouvi Taylor xingar o vestido; ri sozinha.
— Precisa de ajuda? — perguntei, batendo na porta.
— Preciso… — ela respondeu. — Preciso que, por favor, mas por favor mesmo… — ela abriu a porta e saiu, virando de costas para mim — Você nunca mais me deixe permitir que a Penny escolha um vestido por mim.
— Prometo — falei rindo e fechando o seu vestido.
Bree saiu de sua cabine e eu fiquei encostada na parede esperando as duas lavarem as mãos, quando um barulho, seguido de um gemido, chamou nossa atenção. Taylor virou com tudo, fazendo sinal para que Bree e eu ficássemos em silêncio.
Ela pegou alguma coisa na bolsa dela e seguiu para o fundo do banheiro, de onde veio o barulho; Bree e eu seguimos bem atrás dela.
Olhamos e notamos a janela aberta; havia um rastro no chão que parecia sangue. Bree olhou para mim com os olhos arregalados. Ouvimos novamente o gemido. Quando nossos olhos encontraram de onde vinha o som, Taylor disse:
— Que merda é essa?

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