Capítulo 80 — Mostrar o que acontece
Dominic Costello
Meu amigo havia se casado, e estávamos todos reunidos, rindo, bebendo e despreocupados. Quer dizer, quase todos.
— Pelo amor de Deus, Stan, se você olhar para esse celular mais uma vez... — Declan avisou.
— Segura a onda aí, Sunshine. Se fosse a sua “pequena”, você estaria do mesmo jeito — Stan respondeu, irritado.
— Talvez. Mas o seu é exagero. Sua mulher foi olhar as crianças, ela não fugiu com outro — Declan disse, dando um gole em sua bebida.
Nesse momento, Ju e Sammy apareceram, abraçando cada uma seu marido.
— Cadê a Tay? — Sammy perguntou, se dirigindo a mim.
— Foi ver a Arianna. — Notei ela e Ju trocarem olhares, e aquilo me incomodou. — Algum problema? — perguntei, já deixando minha bebida de lado.
— Acabamos de vir de lá, e ela não estava — Juliet me disse.
— Emma? — Dam, que até então estava calado, perguntou.
— Também não, e nem a Aubrey — Ju nos informou.
— Merda! — Stan xingou, pegou o celular e começou a ligar para a mulher. — Recusou? — ele falou, encarando o aparelho. Tentou novamente, mas, pelo palavrão que soltou, vi que não teve sucesso.
Peguei o meu e liguei para a Tay, mas estava dando mensagem de "fora de área". Levantei os olhos para encontrar os de Dam, que logo entendeu.
— Minha mulher se desfez do celular para não falar comigo — passei a mão no rosto, frustrado, lembrando da história que Ozzie nos contou sobre Emma e Dam.
— Eu vou atrás delas — anunciei. Dam, Stan e Ozzie decidiram vir juntos, e não me opus.
Demos alguns passos quando Gayer me interceptou.
— Dom. — Parei em sua frente com os caras ao meu lado. — Um dos seguranças notou algo estranho ao fundo. Verifiquei as câmeras... — ele parou de falar e estendeu o tablet nos mostrando as imagens: uma moça, aparentemente ferida pulando a janela para dentro de um dos banheiros.
— Qual banheiro é esse?
— Aquele ao lado do espaço kids — ele me respondeu. Olhei para os caras antes de dizer:
— Achamos nossas mulheres.
— Acha que elas estão lá com a moça? Alguém que elas nem conhecem? — Stan perguntou, e eu sorri de lado.
— Esse é bem o tipo de coisa que minha mulher faria — respondi.
— A minha também — Dam falou, e Stan xingou, provavelmente lembrando que a Bree era exatamente como a Tay e a Emma.
Seguimos para o banheiro. Dam nem mesmo bateu na porta e já foi abrindo sem se importar que era um banheiro feminino. Por sorte ou azar, o lugar estava vazio. Foi minha vez de xingar.
— Merda! — suspirei irritado. — Taylor Costello, quando eu te encontrar… — falei, avaliando o ambiente, e notei o sangue no chão e na parede. Ozzie, que também tinha visto o mesmo que eu, comentou:
— Lembra do que eu te disse antes? Salvação ou pesadelo? Lembra?
Mike não respondeu; eu via em seus olhos o medo e o desespero estampados. Tay sorriu e veio até mim, segurando meu braço, um gesto simples para muitos, mas, para o Mike, era uma sentença de morte.
— Vou me apresentar formalmente a você agora, Mike. Taylor Costello… o seu pior pesadelo.
— Chefe Costello… — Mike começou, e eu levantei a mão para que ele se calasse. Ouvi gemidos e barulhos vindos do chão; os três cretinos caídos começaram a rastejar. Olhei para o Ozzie, que entendeu o recado e, junto com Dam e Stan, foi segurar os malditos os impedindo de fugir.
Olhei para a Tay, que ainda tinha aquele sorriso no rosto, mas notei a marca, os dedos carimbados no rosto lindo da minha mulher. Segurei seu rosto com carinho e acariciei o lugar com o polegar.
— O que aconteceu? — perguntei a ela. Taylor deu de ombros.
— Nada com que eu não consiga lidar, grandão.
— Não foi isso que eu perguntei — falei em um tom autoritário. Ela olhou para o Mike, depois para mim, e foi o suficiente. Desci meus lábios até os dela em um selinho demorado.
— Te amo… — murmurei entre nossos lábios, e senti ela sorrir.
— Te amo… — ela respondeu. Nos separamos; olhei para as meninas, que ainda amparavam a moça ferida e via em suas expressões que não tinham intenção nenhuma de soltá-la.
— Leva ela — falei para a minha mulher, apontando com a cabeça para a moça.
— Com todo o respeito, Chefe, mas… — Mike começou, mas não o deixei terminar; meu soco o atingiu bem no meio do nariz, fazendo-o cambalear para trás.
Eu ia mostrar a esse cretino o que acontece com quem mexe com a minha mulher.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar